A Caverna de José Saramago: lugar de enfrentamento entre o sujeito e o poder

Ref: 3083013

Ao adentrarmos o campo dos estudos lingüísticos, encontraremos vários aportes teóricos, cada qual apresentando suas particularidades específicas.


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ISBN: 978-85-64561-53-3


Edição: 1


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 116


Peso: 200 gramas


Largura: 17 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Karina Luiza de Freitas Assunção.

Ao adentrarmos o campo dos estudos lingüísticos, encontraremos vários aportes teóricos, cada qual apresentando suas particularidades específicas. Particularidades essas que vão, ao longo dos tempos, sofrendo mudanças de acordo com aspectos que surgem no decorrer das pesquisas realizadas. Tendo em vista esse profícuo campo, elegemos para a realização do presente trabalho a Análise do Discurso de linha francesa (doravante AD), que considera o discurso efeito de uma dada exterioridade sócio-histórica. 
Optamos pelo romance A caverna (2000) de José Saramago como objeto de estudo do presente trabalho. Uma vez que a obra em questão apresenta vários aspectos que poderiam ser analisados sob o prisma da AD, elegemos como ponto central o sujeito discursivo Cipriano Algor. Mais especificamente, a constituição de sua subjetividade, instaurada a partir da relação de poder estabelecida entre ele e o Centro de Compras.
Foucault (2007a) afirma que o poder não é encontrado em uma posição ou pessoa, ele espraia por toda a sociedade através das microrrelações e em pequenos detalhes para os quais muitas vezes não damos à devida importância. Assim, a partir dessa breve consideração ressaltamos que no romance em questão há outras relações que poderiam ser analisadas, como a estabelecida entre Cipriano, sua filha, seu genro e o cachorro Achado, mas que não serão objetos de investigação tendo em vista o recorte estabelecido.
Escolhemos como corpus de nosso trabalho fragmentos do romance A caverna (2000), pois acreditamos que através da literatura podemos apreender um pouco do que somos, pois o texto literário é um espaço no qual deparamos com a dispersão das subjetividades e a tentativa de reconstrução das mesmas. É um espaço de lutas e embates que trazem a tona, em sua constituição, um pouco do que fomos, somos e ainda seremos.