“Sei Falar Inglês, Logo Posso Ministrar Aulas”: A Construção Identitária do Docente de Inglês na Contemporaneidade

Ref: 978-85-473-1258-9

Este é um livro sobre o entre-lugar do professor de línguas, um ser essencialmente híbrido, que se caracteriza por habitar uma zona invisível de fronteira entre diferentes espaços. Já pelo fato de ser professor, no sentido geral da palavra, constitui-se como mediador, não apenas entre o aluno e o conhecimento, mas também em outros entre-lugares, incluindo teoria e prática, passado e presente, universidade e escola, desejo e realização, dizer e fazer, escola privada e pública, e tantos outros.


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ISBN: 978-85-473-1258-9


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 10/04/2018


Número de páginas: 147


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Thelma Helena Costa Chahini.

2. Michelle de Sousa Bahury.

3. Naiara Sales de Araújo Santos.

Este é um livro sobre o entre-lugar do professor de línguas, um ser essencialmente híbrido, que se caracteriza por habitar uma zona invisível de fronteira entre diferentes espaços. Já pelo fato de ser professor, no sentido geral da palavra, constitui-se como mediador, não apenas entre o aluno e o conhecimento, mas também em outros entre-lugares, incluindo teoria e prática, passado e presente, universidade e escola, desejo e realização, dizer e fazer, escola privada e pública, e tantos outros. Como professor de línguas adiciona aqueles entre-lugares característicos de sua área de atuação, onde destacamos as fronteiras entre países, línguas e culturas, de modo a se constituir em uma identidade de natureza híbrida, sempre cambiante e difícil de ser apreendida em palavras. [...]

O entre-lugar espacial é mais intenso e emerge quando o professor atua no ensino de línguas. Em primeiro lugar, tem mais contextos de atuação: escola pública, particular, curso de línguas, pré-vestibular etc., levando o professor a assumir em cada um desses contextos uma identidade diferente, mesmo que seja apenas um deslocamento da escola pública para a particular (“Eu tenho duas identidades”). Em segundo lugar, além do contexto de atuação, há também o conteúdo trabalhado pelo professor, envolvendo minimamente uma outra língua, uma outra cultura e um outro país, todos componentes essenciais de nossa subjetividade, que se fragmenta em pedaços do que somos. São pedaços que crescem e produzem diferentes identidades, tais como a estrela-do-mar, aquele animal marinho de muitas cores que se reproduz a partir das partes do corpo, que, quando amputadas se transformam em novas estrelas-do-mar.

O resultado de habitar esses diferentes “entre-lugares” vai além de uma multiplicidade identitária. Percebe-se, na voz dos professores a emergência de algo maior, seja em termos de saber (“Sou graduada no curso de Licenciatura Letras Inglês”), de poder (“Eu passei por um curso que me capacitou”) ou de ser (“Eu sou uma professora”). O entre-lugar é um ponto de contato que acaba emergindo como espaço privilegiado de aproximação entre distanciamentos ideológicos, cronológicos e espaciais. Esta é minha visão do livro, que mostra de modo crítico como tentar superar esses desafios que tornam tão interessante o trabalho do professor (“Eu gosto mesmo disso”).

 

Vilson J. Leffa

UCPel/CNPq