A Geografia da Escravidão no Território do Capital

Ref: 978-85-473-0443-0

A geografia da escravidão no território do capital narra como o “outro” – essa variante peculiar do múltiplo e multicolorido “nós” – tem sido tratado nestes mais de 500 anos, em específico no coespaço hegemônico, apelidado há bem pouco tempo de “Aldeia Global”. Tomando o território como “espelho de Narciso”, atesta que a destruição do outro-índio representa a derrota do nós-humano e que a ânsia insana do lucro tão apenas distancia, para longe das vistas, as antigas formas do existir livre, solidário e harmônico das “aldeias locais”, de outrora e d’antanho.


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ISBN: 978-85-473-0443-0


Edição: 1


Ano da edição: 2017


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 453


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Júlio Cézar Ribeiro.

A geografia da escravidão no território do capital narra como o “outro” – essa variante peculiar do múltiplo e multicolorido “nós” – tem sido tratado nestes mais de 500 anos, em específico no coespaço hegemônico, apelidado há bem pouco tempo de “Aldeia Global”.

Tomando o território como “espelho de Narciso”, atesta que a destruição do outro-índio representa a derrota do nós-humano e que a ânsia insana do lucro tão apenas distancia, para longe das vistas, as antigas formas do existir livre, solidário e harmônico das “aldeias locais”, de outrora e d’antanho.

Como pares dialéticos combinados desigualmente pela cobiça, a renúncia pela alteridade e a ruína do “outro” alto içam a imagem disforme, estranha e alienada do “nós”, tal qual o esfarelamento dos territórios sagrados (tekoha), que se impõem convolados ao robustecer geográfico dos impérios transnacionais.

Desmascarando um pouco dessa saga, dessa aventura desventurada a que foram e são submetidas constantemente essas facetas do “outro”, exposto aos mais diversos tipos de golpes (físicos, mentais, emocionais, jurídicos etc.) desde a primeira “Grande Descoberta”, comprova-se, neste mal recém-nascido século XXI, o quão semelhantemente nos encontramos a todos encobertos pela lama da barbárie, escorrida pelos mandarins imperiais e camuflada por seus lacaios colônicos, personificados por lumpemburguesias entreguistas, como a nossa.

Indispensável à análise do metabolismo socioespacial burguês, a obra contribui valorosamente à desmitificação dos mimetismos paisagísticos e pseudoprogressistas, pondo a nu a animalidade insaciável do capital-camaleão, o qual se transforma para conservar, reproduzindo-se, ampliadamente, em níveis quantitativo e qualitativo, para territórios e povos diferentes arrasar.