(Re)Pensando a Saúde Mental e os Processos de Desinstitucionalização

Ref: 978-85-473-0673-1

O manicômio, com sua função de exclusão, aniquilação de subjetividades e de vidas, foi considerado o lugar de destino e disciplina de todos os tipos de indesejados que não se ajustavam às normas. No Brasil, todavia, a intensa luta política por parte dos militantes do Movimento de Luta Antimanicomial, os avanços do progresso técnico, com a implementação de serviços substitutivos e novas forma de controle, tornou sua existência, enquanto estrutura material, obsoleta.


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Código de barras: 978-85-473-0673-1


ISBN: 978-85-473-0673-1


Edição: 1


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 225


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 3 cm


1. Aluísio Ferreira de Lima.

O manicômio, com sua função de exclusão, aniquilação de subjetividades e de vidas, foi considerado o lugar de destino e disciplina de todos os tipos de indesejados que não se ajustavam às normas. No Brasil, todavia, a intensa luta política por parte dos militantes do Movimento de Luta Antimanicomial, os avanços do progresso técnico, com a implementação de serviços substitutivos e novas forma de controle, tornou sua existência, enquanto estrutura material, obsoleta. Mas isso não significou a superação dos desejos de manicômio, expressadas nas “novas cronicidades” dos serviços de saúde mental do país. Além disso, percebe-se atualmente a persistência de um abandono de atenção e investimentos, em todos os níveis. O foco no objeto, na busca pelo órgão doente, e, portanto, a suspensão de todo elemento subjetivo presente na experiência do “estar fora de si”; o relacionamento diferenciado entre quem é imputável e pode gerir os problemas da vida e quem está submetido a um Outro que decide sobre sua vida; a validade dos conceitos de saúde e normalidade, balizados por critérios relacionados à lucratividade e à manutenção da cultura da exclusão e da marginalização, têm sido elementos persistentes no território da Saúde Mental. É preciso, então, (Re)pensar a Saúde Mental e os processos de desinstitucionalização. O livro que o leitor tem em mãos é nossa contribuição nesse sentido, uma vez que oferece análises preciosas sobre as histórias, as formas de intervenção e os desafios ético-políticos que todos necessitam conhecer para um atuação crítica e transformadora no campo da Saúde Mental.