14/08/2020

Saberes Inclusivos

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14/08/2020 - Por: Rosana Pio

Estamos diante de uma nova perspectiva de ensino-aprendizagem e a educação inclusiva aparece como um paradigma dos novos tempos na instituição escolar. Entendemos que esta historicamente enfrenta vários desafios impostos por uma sociedade exclusiva, preconceituosa e cheia de desigualdades em todas as áreas. Porém a responsabilidade da aprendizagem ainda lhe é imposta, e a adaptação e o enfrentamento se fazem necessários.

O direito à educação estabelecido nas Leis dos Direitos Humanos comprova a necessidade de uma educação de qualidade para todos os cidadãos, incluindo, dessa forma, as pessoas com necessidades especiais.

Desse modo, com os direitos estabelecidos, e visto a sua importância, entendemos que se faz necessária uma adaptação da instituição escolar no que tange à inclusão, o que será extremamente significativo para nossa sociedade.

Quais seriam, então, as necessidades dessa escola inclusiva, que tipo de formação deveria ter seus professores e equipe administrativa para receber essas crianças e jovens? Pois cada aluno apresentará uma demanda de aprendizagem e necessidades adaptativas dentro da estrutura escolar.

Percebemos com esses questionamentos a necessidade de uma estruturação que vai além de uma simples normatização, há de se ter uma integração educativa, de formação e estruturação dos ambientes escolares, além de se ter uma relação de parceria com os pais desses alunos.

A integração dos alunos nas classes normais ainda é um assunto polêmico e cheio de preconceitos. Percebe-se, ainda, uma resistência da equipe pedagógico-administrativa, o que dificulta a integração deles. Muitas vezes, a falta de formação, cursos ou literatura pertinente ao assunto propicia as atitudes de não aceitação.

O que fica claro é o compromisso social que temos com essas crianças e jovens, que os pares escolares devem ter o conhecimento específico de cada deficiência e suas necessidades, de uma pedagogia especializada quando necessário, para que essa inclusão não se torne “exclusão”. Dessa forma, estaremos contribuindo com consciência no processo educativo.

Acredito que a educação é transformadora e os resultados já podem ser percebidos com boas práticas inclusivas que vêm sendo divulgadas por professores e instituições escolares. É fundamental que todos compartilhem experiências positivas na prática da inclusão, pois essas iniciativas demonstram que a socialização desses alunos é um dos ganhos mais efetivos e importantes do processo educativo.

A educação deve ser inclusiva, voltada para a diversidade, contribuir para atitudes de respeito, colaboração e tolerância, deve estar presente na formação de valores para a formação integral dos seres humanos.

Para saber mais sonbre o assunto, conheça o livro: A Minha, a Sua, a Nossa Inclusão: Orientando e Produzindo Saberes


Rosana Pio: Professora mestre em Teorias e Práticas de Ensino pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Especializada em Ciência do Movimento Humano pelo Instituto IBPEX e em Metodologia do Ensino da Arte pelo mesmo instituto. Graduada em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Participante do Grupo de Pesquisa Trabalho Educação e Políticas Educacionais (TEPE) da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

Professora de Docência II, na Prefeitura Municipal de Curitiba, na Rede Municipal de ensino.