25/01/2021

Será que há um modelo pedagógico ideal?

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25/01/2020 - José Erildo Lopes Junior

Existe aprendizado sem o contato presencial entre alunos e professores? Uma boa aula só é possível de acontecer no ambiente escolar? A criatividade pode favorecer os alunos na participação e disponibilidade das aulas mesmo a distância? Esses questionamentos nos provocam uma reflexão acerca do período de pandemia e isolamento social em que fomos impulsionados a nos reinventarmos, nos renovarmos, nos atualizarmos por contextos variados ou conexões estabelecidas, buscando sempre estímulo para nosso potencial crítico e criativo.

Entretanto, todos nós sabemos que a função social da escola enquanto produtora de saberes é procurar incluir o sujeito como um ser cultural, histórico, social e político, construindo coletivamente uma reflexão no processo de ensino e aprendizagem entre quem pensa e quem faz. Para tanto, os sujeitos envolvidos são mais disponíveis e participativos quando têm a oportunidade de numa relação dialógica terem espaço para expressarem seus pontos de vista e formalizarem suas ideias com as diversas opiniões socializadas em grupo.

Mas como manter essa perspectiva de trabalho alinhado a um ensino de qualidade em que os alunos possam apreender conceitos mediante ao estímulo à descoberta e à curiosidade? É importante que os professores sejam ousados na criatividade para que haja expectativa por parte dos alunos na recepção e discussão dos conteúdos, bem como disponibilidade para escutar e construir juntos aulas que favoreçam explorar o nível de conhecimento acerca dos principais acontecimentos da atualidade: economia, política, desemprego, saúde, vacina, globalização, entre outros.  

Isso porque essa prática de envolvimento favorece uma troca de saberes, impulsionando os alunos a serem protagonistas do processo de ensino e aprendizagem. Esse modelo permite uma construção reflexiva em que o aprendiz forma suas primeiras observações acerca dos mais variados temas abordados em sala de aula e durante os debates, momento aberto para socialização do saber, esses conceitos previamente formulados têm a oportunidade de serem lapidados e formalizados com maior propriedade.

Com essa postura didática, o educador proporciona aos seus alunos maturidade para o estabelecimento dos conteúdos trabalhados, uma vez que eles não são entregues prontamente, e os discentes sentem-se desafiados a estabelecer uma definição prévia para durante a dinâmica de abordagem do professor conseguir perceber se seu pensamento está direcionado corretamente ou se precisa ser reformulado. Modelo pedagógico que precisa de envolvimento dos estudantes, além de leitura, compreensão, disciplina e disposição para adquirir novos conhecimentos.

Acesse a obra do autor no nosso site: Frações em Resoluções de Problemas para a EJA: Ampliando o Leque de Atividades


 

José Erildo Lopes Junior é doutorando em Educação em Ciências e Matemáticas pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em Educação e Docência na linha de Educação Matemática pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pós-graduado (lato sensu) em Educação Matemática para o Ensino Fundamental (Anos Finais) e Ensino Médio pelo Instituto Kennedy IFESP/RN (2009), Metodologia do Ensino da Matemática pela Universidade Gama Filho (2009) e em Psicopedagogia Institucional pala Universidade Castelo Branco – UCB (2007). Graduado em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2004). Tem interesse pelas áreas: Cultura, Etnomatemática, Ensino e Aprendizagem da Matemática, Prática Pedagógica, Formação Docente.