06/05/2021

O Candomblé e a suas interações no ciberespaço

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06/05/2021 -  Camilla Ramos dos Santos.

As novas tecnologias da comunicação funcionam como articuladoras do saber e da inclusão social na pós-modernidade. Na contemporaneidade, e dividido entre tecnófobos e tecnófilos, o ser humano migra para o ciberespaço, tornando-se um ciborgue. Religiões como o Candomblé também possuem espaço nas redes sociais, nos sites, blogs, entre outros. Nesse caso, a conexão com o computador possibilita a popularização de uma religião que sofre preconceito, mas que tem os ataques virtuais contra si punidos. O Cibercandomblé compreende a integração do povo-de-santo em práticas que ressignificam a representatividade, a resistência e a afirmação identitária do culto afro-brasileiro, de forma a se inserir no âmbito globalizado em detrimento da hegemonia. Desse modo, há tecnologias da crença, tecnologias de controle, tecnologias do espírito/mente e tecnologias da inteligência, cada uma agindo sob uma perspectiva diferente, juntamente aos devotos do Candomblé. O culto aos Orixás só pode ser vivenciado na dança, ao som dos atabaques, no abraço dos Orixás, nos terreiros, nas praias, matas e cachoeiras na comunhão com irmãs, irmãos, pais e mães-de-santo, assim como os seus segredos não são revelados de qualquer maneira. Todavia, o ciberespaço proporciona a conexão entre os devotos e simpatizantes, dentro e fora do Brasil, contribuindo para que essa prática religiosa deixe de ser estigmatizada. Para saber mais sobre o tema, conheça a obra Cibercandomblé: as convergências de um rito pós-moderno.


 

Camilla Ramos dos Santos é doutoranda e mestra em Letras: Linguagens e Representações, graduada em Comunicação Social – Rádio e TV e pesquisadora em Cibercultura; Cultura Afro-Brasileira; Feminismo Negro; Estudos Culturais e Análise de Discurso, com ênfase em representações sociais.