Fraseologias Jurídicas: Estudo Filológico e Linguístico do período colonial

Ref: 3986741

Em cada período, ou época, ou momento da história de um povo existem certas ideias, certos preconceitos, certos comportamentos, certa sensibilidade, certos ideais dominantes


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ISBN: 978-85-8192-096-2


Edição:


Ano da edição: 2013


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 445


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 17 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Expedito Eloísio Ximenes.

Em cada período, ou época, ou momento da história de um povo existem certas ideias, certos preconceitos, certos comportamentos, certa sensibilidade, certos ideais dominantes [...] É a maneira de pensar, de sentir e de julgar, é, principamente, a escala de valores estabelecida. 
(MELO, 1974, p.37-38).

O estudo da língua leva-nos, obrigatoriamente, ao universo cultural muito mais amplo que envolve todas as manifestações sociais do ser humano e do mundo que o cerca. A língua reflete as vivências, as ideologias, a cultura geral de uma época e de um povo, a nosso ver em uma análise linguística, muitos aspectos devem ser levados em consideração, principalmente em se tratando de textos produzidos em um tempo histórico pretérito. Neste estudo específico, os textos foram escritos há mais de dois séculos, portanto, muitos fatores extralinguísticos merecem ser explicitados para que tenhamos o entendimento completo do uso da língua.

Nossa análise e interpetação contempla a explicação dos elementos internos e externos que envolvem os autos de querela, escritos nos séculos XVIII e XIX. Os elementos internos são representados pelas manifestações no léxico e na estrutura sintática, pricipalmente, que já não são de fácil compreensão aos leitores hodiernos. Os elementos externos compreendem todo o aparato histórico, jurídico, criminal e administrativo do sistema colonial brasileiro. Ademais, partimos da explicação do próprio gênero textual que deixou de circular na sociedade moderna. Descrevemos os aspectos codicológicos, o tipo de escrita e os elementos linguísticos, como já mencionados. Outros aspectos que merecem atenção, por exemplo, é a denominação dos objetos e dos instrumentos, as ocupações ou atividades das pessoas, os topônimos e os antropônimos cearenses que se destacam nos autos.