Inclusão Perversa: Uma Reflexão sobre o Sentido do Trabalho para Pessoas com Deficiência

Ref: 978-85-473-0600-7

Dentro da perspectiva da psicologia sócio-histórica e a partir do olhar da terapia ocupacional, Inclusão perversa: uma reflexão sobre o sentido do trabalho para pessoas com deficiência tem por objetivo analisar a dimensão subjetiva do processo dialético de inclusão/exclusão no trabalho (com e sem apoio) das pessoas com deficiência intelectual, para refletir sobre a educação profissional e a proposta de Emprego Apoiado. 


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ISBN: 978-85-473-0600-7


ISBN Digital: 978-85-473-0904-6


Edição:


Ano da edição: 2017


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 163


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Naiara Roberta Vicente de Matos.

Dentro da perspectiva da psicologia sócio-histórica e a partir do olhar da terapia ocupacional, Inclusão perversa: uma reflexão sobre o sentido do trabalho para pessoas com deficiência tem por objetivo analisar a dimensão subjetiva do processo dialético de inclusão/exclusão no trabalho (com e sem apoio) das pessoas com deficiência intelectual, para refletir sobre a educação profissional e a proposta de Emprego Apoiado. Trata-se de situar historicamente as pessoas com deficiência, buscando entender quais são as mediações presentes e compreender como é vivida subjetivamente a Lei de Cotas na vida dessas pessoas, para então orientar as práticas de formação e preparação ao trabalho que lhes são oferecidas.

Para tanto, recorre-se aos conceitos de sofrimento ético-político, sentido e significado, estima social, identidade e preconceito para analisar a vivência da busca por um trabalho, e de se tornar trabalhador nas condições de trabalho oferecidas pela Cota, tendo como pano de fundo a condição sócio-histórica desfavorável à inclusão oferecidas a esses sujeitos e os projetos de preparação para o trabalho que lhes são oferecidos. O método de investigação utilizado está embasado na concepção vygotskiana, que considera ação, trabalho e afeto como unidades indissociáveis da subjetividade, amparada na filosofia de Spinoza e na teoria marxista de sociedade. Os resultados atestam a defasagem entre reconhecimento jurídico e social em virtude de fatores como: ausência de estima social, preconceito, modelos de identidade pressupostas, desamparo e solidão a que são relegados, condição social vivida como sentimentos tristes de medo, humilhação e raiva comprometendo a potência de ação desses sujeitos.

O sentido de trabalho é ambíguo: ele é a única possibilidade de estima e reconhecimento, mais do que a possibilidade de adquirir bens, mas é também fonte de paixões tristes, especialmente o medo constante de errar e, assim, perder o emprego. Clamam por preparação ao trabalho e apoio afetivo – que eles encontraram no preparador laboral que os acompanhou por um tempo, ao qual enviam cartas expressando seus sentimentos e necessidades.

Por fim, este livro ressalta a importância do “Emprego Apoiado”, onde o profissional desempenha o papel de mediador do cumprimento efetivo da Lei de Cotas no plano de desenvolvimento de habilidades e da referência afetiva.