Nas Trilhas das Cadeias Produtivas: Uma Política Integradora em Saúde, Trabalho e Ambiente

Ref: 4462820

Nas Trilhas das cadeias produtivas apresenta um conjunto de análises do conceito de cadeia produtiva e do campo da vigilância em saúde no Brasil que levam a uma crítica e a uma proposição.


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ISBN: 978-85-8192-806-7


Edição:


Ano da edição: 2015


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 257


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Luís Henrique da Costa Leão.

Nas Trilhas das cadeias produtivas apresenta um conjunto de análises do conceito de cadeia produtiva e do campo da vigilância em saúde no Brasil que levam a uma crítica e a uma proposição. Uma crítica ao modelo fragmentado de vigilância em saúde no Brasil diante das repercussões sociais, sanitárias, ocupacionais e ambientais causadas pelas cadeias produtivas que movimentam a economia do Brasil. Como resposta a essas limitações, o autor apresenta uma proposta de política de vigilância integradora sobre as cadeias produtivas, tendo como horizonte a relação saúde, trabalho e ambiente, enfocando o caráter eminentemente complexo, coletivo e preventivo das ações de vigilância, para contrapor e superar (1) o modelo hegemônico de atenção à saúde no Brasil, focado em ações assistenciais e individuais, desprivilegiando ações coletivas de vigilância; (2) a fragmentação das vigilâncias em saúde; (3) a pouca articulação com outros setores do governo nas ações de vigilância e a participação da população. 
Trata-se de uma reflexão sobre as cadeias produtivas como elemento organizador das ações em saúde pública. Isso porque a cadeia produtiva, como elemento articulador de ações de vigilância, pode ser uma alternativa estratégica a fim de possibilitar práticas sanitárias integradas, capazes de intervir na complexa relação saúde-trabalho-ambiente. 
É preciso garantir que, tanto governos quanto empresas, não destruam ecossistemas e as condições de vida da população por meio de financiamentos e compra de insumos, matérias-primas, bens e serviços oriundos de processos que desrespeitam a legislação trabalhista e ambiental. A intervenção nas cadeias produtivas com foco na saúde pode constituir uma perspectiva que, além de reorganizar o trabalho dos serviços de saúde, responda a demandas da realidade de trabalho no Brasil, ainda extremamente injusto e desigual, como evidenciam as situações de pobreza extrema, trabalho infantil e trabalho escravo, geralmente presentes nas pontas dos processos de produção.