Politicamente Correto, Uma Categoria em Disputa

Ref: 978-85-473-1177-3

Politicamente correto, uma categoria em disputa traz ao leitor reflexões que buscam compreender qual o papel das palavras na manutenção de estruturas de opressão e qual o potencial da linguagem de gerar transformação social. 


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ISBN: 978-85-473-1177-3


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 193


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Nara Lya Cabral Scabin.

Politicamente correto, uma categoria em disputa traz ao leitor reflexões que buscam compreender qual o papel das palavras na manutenção de estruturas de opressão e qual o potencial da linguagem de gerar transformação social. Tanto em espaços acadêmicos quanto em setores do debate político, são recorrentes discussões que costumam negligenciar um aspecto fundamental: o “politicamente correto” constitui uma categoria discursiva cujos sentidos e valores situam-se em uma arena de múltiplas disputas.

A partir de referências à Análise do Discurso, a autora debruça-se sobre matérias jornalísticas publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo entre 1991 e 2016 que se articulam em torno do emprego da expressão “politicamente correto”. Em suas análises, mostra como, no Brasil, essa categoria emerge nos debates publicizados pela imprensa, e identifica as mudanças semânticas verificadas nos usos da expressão ao longo dos anos, bem como os agentes sociais engajados nas disputas em torno da (des)legitimação das reivindicações rotuladas como “politicamente corretas”, com suas posições ideológicas e de poder. Além disso, propõe-se a mapear a complexa rede interdiscursiva em que se inserem as mobilizações da categoria em foco e os deslizamentos verificados nos posicionamentos assumidos pelo jornal em relação às polêmicas analisadas.

Para os interessados em conceitos de autores como Michel Foucault, Dominique Maingueneau e Patrick Charaudeau, bem como no universo do discurso jornalístico, uma instigante leitura sobre o “politicamente correto”, do qual não se pode falar como algo coeso ou movimento organizado. Em lugar disso, o leitor descobrirá que é preciso estar atento à existência de vários “politicamente corretos”, ou seja, à instabilidade semântica e discursiva que caracteriza as reivindicações dessa expressão no terreno das lutas sociais.