Políticas Públicas para a Cultura: Teoria e Prática

Ref: 978-85-473-0686-1

Acultura, a política cultural e a gestão cultural, desde o final da década de 1980, passaram a ser temas importantes e suscitaram várias reflexões no Brasil. Na obra Políticas públicas para a cultura: teoria e prática procura-se entender os processos pelos quais esses temas passaram no período posterior à aprovação da Constituição de 1988, na busca da compreensão desse novo momento, quando o Brasil retomava a área cultural com uma forte tendência no viés antropológico. Para isso foi escolhido como objeto o debruçar-se sobre a administração cultural da maior cidade do país, São Paulo. O momento era bastante interessante, pois estava à frente da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes uma filósofa, teórica da cultura, e isso não só despertava interesse, mas aguçava a curiosidade em saber como foi sua atuação e se as ações concretizaram seus saberes adquiridos em sua longa trajetória acadêmica.


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ISBN: 978-85-473-0686-1


Edição: 1


Ano da edição: 2017


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 145


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Luzia Ferreira-Lia.

Acultura, a política cultural e a gestão cultural, desde o final da década de 1980, passaram a ser temas importantes e suscitaram várias reflexões no Brasil. Na obra Políticas públicas para a cultura: teoria e prática procura-se entender os processos pelos quais esses temas passaram no período posterior à aprovação da Constituição de 1988, na busca da compreensão desse novo momento, quando o Brasil retomava a área cultural com uma forte tendência no viés antropológico. Para isso foi escolhido como objeto o debruçar-se sobre a administração cultural da maior cidade do país, São Paulo. O momento era bastante interessante, pois estava à frente da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes uma filósofa, teórica da cultura, e isso não só despertava interesse, mas aguçava a curiosidade em saber como foi sua atuação e se as ações concretizaram seus saberes adquiridos em sua longa trajetória acadêmica.

O texto deste livro apresenta a análise do Projeto Cidadania Cultural, proposto pela então secretária Marilena Chauí, implementado no período de 1989 a 1992, quando esteve como gestora cultural na Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo (SMCSP). O olhar focado sobre essa ação permitiu identificar as diretrizes com as quais poderia ser construída uma possível política pública para a cultura.

O projeto pretendia criar mecanismos de auto-organização dos cidadãos paulistanos, para que se tornassem partícipes do fazer cultural. No entanto, constatou-se que, embora a cidade de São Paulo tenha sido transformada em um “laboratório de experiências culturais” do Partido dos Trabalhadores, com a intenção de substituir o “clientelismo pluralista” pelo “participacionismo popular”, o projeto não contribuiu, de fato, para a construção de uma política pública para cultura.

O leitor deparar-se-á com momentos únicos, os quais foram propiciados pelo trabalho de leitura de jornais, entrevistas gravadas e conversas informais que permitiram efetuar uma maior aproximação da vivência desse ambiente da política para cultura em uma experiência de gestão cultural de uma grande cidade, cujas características serviram de base para o fortalecimento, por exemplo, de ações posteriores no Ministério da Cultura brasileiro.

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