Possíveis Interfaces Entre Educação do Campo, Educação Popular e Questões Agrárias

Ref: 978-85-473-0727-1

Este livro traz um breve debate acerca da educação do campo no cenário brasileiro, de questões agrárias e de algumas temáticas relacionadas à educação popular, compreendendo os aspectos relevantes presentes nas lutas dos movimentos sociais, universidades, órgãos governamentais e sociedade civil organizada.


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ISBN: 978-85-473-0727-1


Edição: 1


Ano da edição: 2017


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 233


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Ramofly Bicalho dos Santos.

Este livro traz um breve debate acerca da educação do campo no cenário brasileiro, de questões agrárias e de algumas temáticas relacionadas à educação popular, compreendendo os aspectos relevantes presentes nas lutas dos movimentos sociais, universidades, órgãos governamentais e sociedade civil organizada. A identidade da educação do campo, recentemente construída, reflete momentos de confluência, debates e conflitos de ideias entre os movimentos sociais e as políticas públicas implantadas. É extremamente necessário conhecer esse breve percurso, compreendendo os diálogos presentes e o envolvimento com as diversas áreas do conhecimento, temáticas e particularidades.

Durante décadas a formação escolar destinada às classes populares do campo vinculou-se a um modelo “importado” de educação urbana. Tal tratamento expressava descaso e subordinação aos valores presentes no meio rural. O campo encontrava-se estigmatizado na sociedade brasileira, multiplicando-se, cotidianamente, os preconceitos e estereótipos. Era nítida a inferioridade do campo, quando comparado aos espaços urbanos. Numa conjuntura de resistências, os movimentos sociais afirmam que o campo é mais que uma concentração espacial geográfica: é o cenário de uma série de lutas e embates políticos. É ponto de partida para uma série de reflexões sociais. É espaço culturalmente próprio, detentor de tradições, místicas e costumes singulares. Os sujeitos individuais e coletivos, nesse contexto, são historicamente construídos a partir de determinadas sínteses sociais específicas e com dimensões diferenciadas em relação aos grandes centros urbanos. Assumir essa premissa pressupõe corroborar com a afirmação da inadequação e insuficiência da extensão da escola urbana para o campo.