Quando a Rua Vira Rio: Vulnerabilidade Socioambiental Urbana

Ref: 978-85-473-0373-0

Pode-se afirmar que de alguma forma os problemas urbanos mais comuns estão relacionados à água, e atingem toda a sociedade, mas principalmente as populações de baixa renda. São geralmente esses grupos que correm os maiores riscos, pois moram em aglomerações informais, frequentemente em locais com risco de inundações ou deslizamentos de terra, com falta de drenagem e de outros tipos necessários de infraestrutura.


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ISBN: 978-85-473-0373-0


Edição: 1


Ano da edição: 2017


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 223


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Josélia da Silva Alves.

Pode-se afirmar que de alguma forma os problemas urbanos mais comuns estão relacionados à água, e atingem toda a sociedade, mas principalmente as populações de baixa renda. São geralmente esses grupos que correm os maiores riscos, pois moram em aglomerações informais, frequentemente em locais com risco de inundações ou deslizamentos de terra, com falta de drenagem e de outros tipos necessários de infraestrutura.

Buscou-se compreender o conflito entre o direito à moradia e a proteção ambiental, que se materializa por meio da ocupação irregular de áreas legalmente protegidas em diversas áreas urbanas do País, principalmente pela multiplicação de comunidades nas margens dos rios e córregos urbanos.

Dessa forma, são analisadas as situações de vulnerabilidade e risco ambiental a que estão expostas as populações que vivem nessas ocupações precárias, tendo como estudo de caso a Bacia Hidrográfica do Igarapé Fundo, na cidade de Rio Branco, capital do estado do Acre, mediante a construção de indicadores ambientais que representem as dimensões dessa vulnerabilidade em termos de pobreza e privação social, bem como do risco de degradação ambiental.

A degradação das bacias hidrográficas, especialmente as urbanas, tornou-se foco de preocupação mundial e tem despertado o interesse de planejadores urbanos, na área da geografia e urbanismo, uma vez que é considerada uma unidade natural da paisagem que contém recursos e atividades interligados e interdependentes. Discute-se a importância da conservação ambiental ligada à escala urbana e territorial, destacando-se a importância da gestão integrada dos recursos hídricos com o planejamento urbano.

Apesar de estar no mesmo patamar de urbanização de países desenvolvidos do mundo, o Brasil ainda enfrenta graves problemas de desigualdade e pobreza, que serão importantes agravantes no que se refere aos possíveis impactos das mudanças climáticas.

A discussão traz novas formas de abordagem e possibilidades de gestão ambiental urbana, importantes na atualidade, caracterizadas pelo aumento na frequência ou intensidade de inundações, tempestades e ondas de calor, além de restrições ao fornecimento de água, provavelmente provocadas pelas mudanças do clima e agravadas pelo padrão de urbanização.