Reescrituras do Político: Língua Italiana X Língua dos Imigrantes

Ref: 978-85-473-0990-9

Este livro trata do político na língua e na relação entre as línguas, considerando o espaço de enunciação da Associação Italiana de Santa Maria (AISM), criada para “preservar”, “resguardar” o patrimônio cultural dos imigrantes italianos da região de Santa Maria e da Quarta Colônia, e também para divulgar, valorizar e ensinar a língua italiana da Itália.


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ISBN: 978-85-473-0990-9


ISBN Digital: 978-85-473-1373-9


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 197


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Juciane Ferigolo Parcianello.

Este livro trata do político na língua e na relação entre as línguas, considerando o espaço de enunciação da Associação Italiana de Santa Maria (AISM), criada para “preservar”, “resguardar” o patrimônio cultural dos imigrantes italianos da região de Santa Maria e da Quarta Colônia, e também para divulgar, valorizar e ensinar a língua italiana da Itália. Com a perspectiva teórica da Semântica do Acontecimento (2002), do linguista Eduardo Guimarães, analisamos as reescrituras das designações língua italiana, dialeto(s), imigrante/ italiano/descendente, cultura (italiana) e italianidade no texto estatutário de três instituições: Società Italiana di Mutuo Soccorso e Ricreativa, fundada em 1896, na cidade de Santa Maria, Sociedade de Cultura Ítalo-Brasileira Dante Alighieri, fundada em 1985, na mesma cidade, e Associação Italiana de Santa Maria, fundada em 1992, no mesmo local, sendo sucessora da sociedade anterior. A análise do funcionamento semântico das designações expõe os conflitos que se estabelecem principalmente entre a distribuição desigual dos lugares atribuídos à língua italiana, que no texto estatutário da AISM significa língua oficial da Itália, língua dos grandes escritores italianos, língua que deve ser ensinada, e à língua dos imigrantes italianos da região, designada dialeto, que significa patrimônio cultural dos imigrantes, sem lugar no ensino. Há muitas outras formas de contradição nos textos analisados, porém sempre manifestas pelas diferenças de sentidos e de lugares dados à língua italiana e ao dialeto. A essa contradição inevitável e irreversível constitutiva do espaço de enunciação, Guimarães designa político, sendo essa noção um deslocamento da noção de político de Rancière (2007). Nossa pesquisa destina-se a quem se interessa pela temática das línguas de imigração e pelos seus modos de (não) “preservação” institucionalizados por associações e sociedades italianas.