Sertão e Melancolia: Espaços e Fronteiras

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A leitura de Sertão e melancolia desnaturaliza alguns dos mitos fundadores da nossa brasilidade..


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ISBN: 978-85-8192-458-8


Edição: 1


Ano da edição: 2014


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 139


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Karla Patrícia Holanda Martins.

Ao percorrer as fronteiras entre o discurso psicanalítico acerca da melancolia, a literatura sobre o sertão e a história da constituição do nosso país, Karla Patrícia Holanda Martins ilustra com sensibilidade e beleza até onde o pensamento exercido com rigor e criatividade pode nos conduzir. A leitura de Sertão e melancolia desnaturaliza alguns dos mitos fundadores da nossa brasilidade, indicando de que modo as representações que temos do sertão derivam de diferentes versões de uma narrativa melancólica: o sebastianismo redentor; a idealização romântica de Alencar; a terra ignota de Euclides da Cunha; a ironia ferina de Graciliano Ramos, portador da denúncia da grande mentira nacional. Entre um estilo e outro, somos provocados a refletir acerca do que entendemos por e, sobretudo, do que desejamos como Brasil. Karla nos adverte que inventar o Brasil implica reconhecer que habitamos um sertão. Sim, o deserto é fértil (saudades de Dom Hélder Câmara); a melancolia, Freud o demonstrou, também pode sê-lo. E quem há de negar que temos todos um sertão que nos habita? 
Daniel Kupermann, Psicanalista, 
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Professor do Instituto de Psicologia da USP.