Sociologia das Culturas Subalternas

Ref: 978-85-8192-972-9

Sociologia das Culturas Subalternas é resultado de uma pesquisa do autor que documenta, problematiza, registra e interpreta a dimensão simbólica de uma região muito afastada e desiludida do México dos anos 1980.


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 49,00
ADICIONAR 
AO carrinho

ISBN: 978-85-8192-972-9


Edição: 1


Ano da edição: 2016


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 183


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Jorge A. González.

Sociologia das Culturas Subalternas é resultado de uma pesquisa do autor que documenta, problematiza, registra e interpreta a dimensão simbólica de uma região muito afastada e desiludida do México dos anos 1980.

As teorias científicas da Cultura retomadas e reavaliadas por Jorge A. González fornecem elementos importantes para se pensar na formação das ideias latino-americanas e refletir sobre o momento histórico no qual o objeto de pesquisa do autor está inserido, pressupondo, inclusive, uma longa vivência marcada por uma identificação com o tema de suas teorias.

O autor transita, com muita disposição, intimidade e familiaridade, entre os intrincados conceitos de Cultura, quer sejam eles bens de consumo, ideias ou crenças, chegando às trocas culturais mediadas pelas redes sociais que traduzem muitas interrogações a respeito das culturas no estágio atual e de suas novas configurações e vivências.

Isso significa que o autor, com seu conceito gramsciano de culturas, perfaz em detalhes uma passagem do século XX para o século XXI sem perder de vista toda uma herança cultural marxista, levando em conta, por exemplo, o conceito de classe tão caro a Marx quanto a seus leitores — Gramsci e Lukács —, que o releem, contextualizando-o cada um em seu tempo e espaço.

Pode-se pensar hoje esse pleno conhecimento do autor em uma parte importante do livro, dedicada ao grande filão gramsciano que desloca o conceito de ideologia para hegemonia, designando os modos de subjugar, dominar e conquistar sob um aparente consentimento. É precisamente nesse momento que destacamos o trabalho não só do autor, mas também do pesquisador, que aplica de maneira clara para o seu leitor o conceito de hegemonia, obviamente mais amplo que o de ideologia. Por exemplo: é encontradiço e contumaz, nas democracias ocidentais, transmitir a ilusão de partícipe do poder às camadas populares.

Em outro sentido, o trabalho de Jorge A. González deixa registrado o profundo interesse pela vida cotidiana, traduzida como cultura popular ou cultura da vida cotidiana, e analisa implicitamente as afirmações, as negações, os desejos, as aceitações e as recusas por parte das camadas populares que imaginam ilusoriamente desempenhar aí um papel ativo.