Transformações Possíveis: Espaços e Ações da Educação

Ref: 978-85-473-0065-4

Nas frinchas do fechamento político-militar entre 1975 e 1983, havia espaços reais para uma vontade política contra-hegemônica se imiscuir, sobrevivendo taticamente no jogo da correlação de forças: um jogo em zigue-zague. Assim, os dólares do Projeto Especial Multinacional de Educação Brasil, Paraguai, Uruguai, originado no escritório da Organização dos Estados Americanos em Washington, traziam para a região das obras da hidrelétrica de Itaipu – Oeste do Paraná – professores de grandes centros universitários de oposição ao regime militar.


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ISBN: 978-85-473-0065-4


Edição: 1


Ano da edição: 2016


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 395


Peso: 200 gramas


Largura: 17 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. José Kuiava.

Nas frinchas do fechamento político-militar entre 1975 e 1983, havia espaços reais para uma vontade política contra-hegemônica se imiscuir, sobrevivendo taticamente no jogo da correlação de forças: um jogo em zigue-zague. Assim, os dólares do Projeto Especial Multinacional de Educação Brasil, Paraguai, Uruguai, originado no escritório da Organização dos Estados Americanos em Washington, traziam para a região das obras da hidrelétrica de Itaipu – Oeste do Paraná – professores de grandes centros universitários de oposição ao regime militar.

Nas ações aqui retomadas, havia três grandes frentes: o enfrentamento com o sistema político, chegando à formação de uma consciência ideológica de que os problemas de desenvolvimento social somente seriam resolvidos aglutinando forças regionais; a produção capitalista, intensiva e mecanizada na lavoura, a que a ideologia cooperativista não conseguiu fazer frente, mas as ações de formação foram capazes de perceber a instrumentalização a que estavam submetidas; e por fim a intervenção nos processos escolares, pela formação continuada dos professores – tema deste livro – e pela produção de material didático, particularmente para a alfabetização e o ensino da língua portuguesa e estudos sociais.

Se o narrador, José Kuiava, deixa a seus ouvintes a faculdade de extrair os sentidos dos fenômenos narrados, é porque parte da narrativa para a reflexão e com esta extrai do vivido lições que possam servir como balizas – jamais regras – de ações futuras. Sempre na perspectiva histórica científica de que as transformações sociais, educacionais e culturais são possíveis nos espaços e pelas ações da educação.