A Enunciação em A Hora da Estrela

Ref: 978-85-473-0308-2

Em A enunciação em A hora da estrela,  Edson Ribeiro da Silva faz uso dos pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa para abordar aspectos constitutivos de A hora da estrela, novela em que Clarice Lispector joga com as possibilidades de mascaramento de si mesma, como “verdadeiro autor”, e de desvelamento do processo de escrituração da própria obra. A autora faleceu logo após a publicação do livro, que assumiu o caráter de um testamento literário.


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ISBN: 978-85-473-0308-2


Edição: 2


Ano da edição: 2016


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 261


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Edson Ribeiro da Silva.

Em A enunciação em A hora da estrela,  Edson Ribeiro da Silva faz uso dos pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa para abordar aspectos constitutivos de A hora da estrela, novela em que Clarice Lispector joga com as possibilidades de mascaramento de si mesma, como “verdadeiro autor”, e de desvelamento do processo de escrituração da própria obra. A autora faleceu logo após a publicação do livro, que assumiu o caráter de um testamento literário. Clarice polemiza a própria recepção de suas obras como caracterizadas por uma escrita feminina. O estudo aponta, aqui, o modo como a ironia serve para que a autora evidencie os preconceitos ligados à sua condiçã ;o de escritora introspectiva inserida em uma tradiç ão nacional de literatura engajada. A relação entre o “verdadeiro autor”, uma mulher, e o falso autor, homem, narrador e criador da personagem Macabea, desmascara os preconceitos ligados à condição do escritor de obra literária, em geral, e da mulher escritora, em particular. Da mesma forma, o trabalho estuda os aspectos enunciativos relacionados à heterogeneidade, ou seja, ao modo como Clarice Lispector apropria-se do discurso alheio, dialogando com a tradição literária, assim como também faz uso do silêncio como forma de expor os limites do dizer literário. Ter direito ao grito, saber ou não gritar, são problemas de Macabea, moça das classes submissas, mas também da mulher escritora e de todo escritor como autor-enunciador de discursos. Ser reconhecida por uma escrita feminina &e acute; ato intencional clariceano, não uma limita&cce dil;ão. Questões como a autoria e a possibilidade de individualização por meio da criação literária afloram, aqui, como temas prementes da condição artística.