Rio Javari: O Rio Martirizante na Bacia Amazônica

Ref: 978-85-473-1420-0

“O Rio Javari, conhecido antigamente com o nome de “Hiauari”, não notabilizou-se logo de princípio. Ao tempo em que passou por períodos de desbravamento não fez heróis, fez mártires. Não fez vencedores, fez vítimas. Não distribuiu glórias, matou e aniquilou.” (Castilhos Goycochêia).


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ISBN: 978-85-473-1420-0


ISBN Digital: 978-85-473-1639-6


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 23/05/2018


Número de páginas: 171


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Francisco Evandro Aguiar.

“O Rio Javari, conhecido antigamente com o nome de “Hiauari”, não notabilizou-se logo de princípio. Ao tempo em que passou por períodos de desbravamento não fez heróis, fez mártires. Não fez vencedores, fez vítimas. Não distribuiu glórias, matou e aniquilou.” (Castilhos Goycochêia).

“Não basta chegar a ver, mas é necessário conhecer o heroísmo do seringueiro, os sacrifícios que empreendem nestas matas inóspitas. No rio Jacurapá, eu quis ver e acompanhar esse herói da floresta. [...] E constatei o imenso trabalho, a luta, as dificuldades que se encontram nesse serviço.” (Frei Pio, da ordem dos Capuchinhos).

“Remate de Males etimologicamente quer dizer: lugar onde se findam os males. Definição esta que é uma verdadeira ironia da realidade, se se considerar que pelo seu péssimo clima aqui não se terminam os males, ao contrário com a máxima facilidade se adquirem muitas moléstias se a morte antes não acabar com todas as dores até mesmo com a existência” (Livro Tombo da Paróquia de S. Sebastião).

“Remate de Males, às treze e trinta. O igrejó, torre de zinco. Fazia um calor de rematar. O palácio do lugar é a loja maçônica, e todos acabaram virando  maçons por causa da importância do palácio. Numa loja: – tem álcool? – Não senhor. – Não tem coisa nenhuma, chapéu de palha, remo, alguma coisa feita aqui para levar como lembrança! – Não tem não senhor, ninguém faz nada nesta terra desgraçada. Afinal topamos com um casal de maleiteiros na janela  e as famílias na porta, maleiteiríssimos também. – Quantos filhos o senhor tem? – São doze, señor... difícil sustentar nesta terra desgraçada. Logo adiante: Menino,  você não sabe quem tem umas bananas pra vender? – Não tem!  – Não tem! Como não tem! porque não plantam! Ah... é uma terra desgraçada.” (Mário de Andrade).