Morte e Luto: A Psiquiatria Sem Drogas e as Enfermidades Míticas no Cinema

Ref: 978-85-473-1482-8

Há mais de 20 anos venho praticando meu ofício: escuto histórias de sobreviventes de processos de mortes. Pessoas que buscam ajuda para lidar com suas perdas concretas ou metafóricas, tais como: a morte de uma pessoa significativa, tentativas de suicídio, relacionamentos amorosos desfeitos, mudanças no status financeiro, frustrações de desejos não realizados, aposentadorias compulsórias, mudanças abruptas dos papéis sociais, saída dos filhos crescidos de casa, o fim de cada etapa da vida e, além disso, a perda da vitalidade física, seja por alguma patologia ou pela própria senescência.


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ISBN: 978-85-473-1482-8


ISBN Digital: 978-85-473-1483-5


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 21/06/2018


Número de páginas: 257


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Ana Célia Rodrigues de Souza.

Há mais de 20 anos venho praticando meu ofício: escuto histórias de sobreviventes de processos de mortes. Pessoas que buscam ajuda para lidar com suas perdas concretas ou metafóricas, tais como: a morte de uma pessoa significativa, tentativas de suicídio, relacionamentos amorosos desfeitos, mudanças no status financeiro, frustrações de desejos não realizados, aposentadorias compulsórias, mudanças abruptas dos papéis sociais, saída dos filhos crescidos de casa, o fim de cada etapa da vida e, além disso, a perda da vitalidade física, seja por alguma patologia ou pela própria senescência.

Um encontro com tais vivências demanda um tempo de elaboração, de reorganização: o luto. Um processo psíquico de (des)construção da presença e (re)construção da ausência, um trabalho de transformação de si mesmo – que na atualidade integra a categoria dos fenômenos interditados, juntamente à morte, à dor e ao sofrimento.

O “deprimir-se” em função dessas experiências é considerado desagradável e não desejável no entanto parece fundamental, para que se possa superar ou proporcionar outro significado ao sofrimento, encarar a dor e vivenciar os lutos, não apenas pela morte de pessoas queridas, mas também em razão das “pequenas mortes” em vida.

Incomodada com a crise ética da atualidade, as mudanças de valores culturais, a pressa, a intolerância à dor, a perda de contextos, a falta de tempo e de paciência (com e das pessoas), a supremacia do biológico ao biográfico do ser, a hipervalorização da materialidade, do racionalismo e da objetividade, e sentindo-me desconfortável com o abuso dos psicofármacos – isto é, com essa prática, na atualidade, da medicalização da vida cotidiana – é que proponho um olhar simbólico para nossas vivências de perdas no dia a dia.

Por essa perspectiva, a “depressão” torna-se uma experiência, uma etapa, um momento na vida de todas as pessoas, essencial ao processo de autoconhecimento e que, por meio da introspecção, permite uma reflexão pacienciosa sobre valores, prioridades, escolhas e atitudes, renovando a si mesmas para estarem na vida.