Passado Presente: A Revolução Francesa no Pensamento de Gramsci

Ref: 978-85-473-1428-6

Passado presente trata da análise da Revolução Francesa feita por Antonio Gramsci, considerando desde seus primeiros escritos (1910) até os Quaderni del carcere, redigidos entre os anos de 1927-1935 durante a prisão sob o regime fascista de B. Mussolini.


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ISBN: 978-85-473-1428-6


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 25/06/2018


Número de páginas: 219


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Sabrina Areco.

Passado presente trata da análise da Revolução Francesa feita por Antonio Gramsci, considerando desde seus primeiros escritos (1910) até os Quaderni del carcere, redigidos entre os anos de 1927-1935 durante a prisão sob o regime fascista de B. Mussolini. Entender a leitura da Revolução Francesa em Gramsci perpassa situar as divergências e os debates do campo historiográfico e, também, a mobilização que se fazia do passado na esfera mais propriamente política. É preciso considerar a persistência no vocabulário do começo do século XX de termos que remetem à revolução do século XVIII, como “terror”, “ano II”, “jacobinismo”, entre outros, e as comparações que foram estabelecidas entre passado e presente, sobretudo, a partir de 1917. Nos primeiros escritos, Gramsci tratou da França revolucionária como paradigma e origem da modernidade política, mas recusava integralmente a fase jacobina da Convenção (1793-1794). Entre 1917-1918, ao tratar do tema, voltou sua atenção à historiografia francesa, em especial Albert Mathiez, e iniciou uma “reabilitação” dos jacobinos históricos e, a partir de 1921, tratou-os de forma positiva até sua reelaboração como categoria teórica-analítica nos Quaderni. A Revolução Francesa, assim, será tratada nos últimos escritos como um longo processo de construção da hegemonia na França e o partido jacobino como essencial para a conformação do Estado nacional e do “povo” francês, por ter amalgamado campo e cidade. A categoria de jacobinismo está vinculada à reflexão sobre a estratégia política das classes subalternas e foi incorporada ao léxico gramsciano após o processo intelectual de maturação estimulado pela Revolução Russa e desenvolvido no período carcerário, quando passou a compor o núcleo central de sua teoria política.