Imagens Urbanas: Mangue, Tabuleiro, Cidades

Ref: 978-85-473-1036-3

Em Imagens Urbanas: mangue, tabuleiro, cidades toma-se a cidade de Aracaju, no estado de Sergipe, como espaço de problematização do presente, a fim de analisar os processos de transformação urbana e seus efeitos sobre os modos de subjetivação atuais. Os conceitos de heterotopia e de imagem dialética são primordiais para tais análises.


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ISBN: 978-85-473-1036-3


ISBN Digital: 978-85-473-1443-9


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 12/04/2018


Número de páginas: 181


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Helmir Oliveira Rodrigues .

Em Imagens Urbanas: mangue, tabuleiro, cidades toma-se a cidade de Aracaju, no estado de Sergipe, como espaço de problematização do presente, a fim de analisar os processos de transformação urbana e seus efeitos sobre os modos de subjetivação atuais. Os conceitos de heterotopia e de imagem dialética são primordiais para tais análises. A partir do conceito de heterotopia de Michel Foucault, a cidade é pensada em sua heterogeneidade, composta por espaços distintos, que se justapõem e que estabelecem uma relação de tensão e conflitos entre si, criando rupturas no contínuo da vida citadina. A categoria de imagem dialética de Walter Benjamin, bem como das leituras atuais sobre as imagens, feitas pelo pensador Georges Didi-Huberman, colocam-se como ferramentas conceituais necessárias para interpelar e problematizar as transformações urbanas que tendem a neutralizar, ou tornar menos visíveis, as forças irruptivas dessas tensões e conflitos, inerentes aos espaços que se justapõem nas cidades. O mangue e o rio que cortam a cidade de Aracaju são tomados como produtores dessas imagens de tensão. Os conceitos benjaminianos de experiência, narrativa, origem e história também compõem a tessitura desta obra. Este livro é fruto de uma escrita que se fez a partir de experiências por outros sentidos ou outras formas de habitar a cidade. Ao que poderia levar à simples pergunta: o que é a cidade? Ao invés de pensar ou querer responder essa pergunta, o texto aqui presente esquiva-se. Por meio de narrativas de cenas cotidianas da cidade de Aracaju, buscou-se tecer histórias que falassem sobre outras formas de experienciar a urbe. O Mercado Central, a Rua da Frente, a Avenida Beira-Mar, a Orla Pôr do Sol, dentre outras localidades, serviram de inspiração para narrativas, nas quais a força intempestiva e originária do mangue e do rio é intensificada, visando a provocar interferências no presente da urbe, mantendo-a viva e inacabada. Apesar de tomar a cidade de Aracaju como lócus das problematizações, este livro aspira ir além dela e que, à medida em que essas histórias insurgentes sejam lidas e experienciadas, outras histórias, também insurgentes, sobre outras cidades possam ser tecidas.