Uma Professora Pomerana e sua Comunidade: Lutas Coletivas Pelo Direito à Educação

Ref: 978-85-473-1335-7

Uma professora pomerana e sua comunidade: lutas coletivas pelo direito à educação lança um olhar sobre questões que desafiam a educação brasileira, tratando da educação entre descendentes de pomeranos, povo que emigrou do norte europeu no século XIX e que ainda preserva no Brasil traços culturais já extintos na sua região de origem. Entre as tradições vivas está a língua pomerana.


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ISBN: 978-85-473-1335-7


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 27/07/2018


Número de páginas: 141


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Edineia Koeler.

Uma professora pomerana e sua comunidade: lutas coletivas pelo direito à educação lança um olhar sobre questões que desafiam a educação brasileira, tratando da educação entre descendentes de pomeranos, povo que emigrou do norte europeu no século XIX e que ainda preserva no Brasil traços culturais já extintos na sua região de origem. Entre as tradições vivas está a língua pomerana.

Por isso, muitas famílias pomeranas que aqui vivem falam apenas essa língua nas suas relações íntimas e mesmo em suas comunidades. Assim, muitas crianças desse povo tradicional chegam à idade escolar sem familiarização com a língua portuguesa. Apesar disso, é nessa língua que elas são alfabetizadas. Essa também é a história da autora.

Além disso, entre os pomeranos, a educação escolar pública passou por períodos de abandono para os quais, em lutas coletivas, esse grupo étnico encontrou soluções algumas vezes inusitadas. Este livro traz alguns enfrentamentos empreendidos por esse povo na luta pela educação pública de qualidade para os seus filhos.

A obra relata os conflitos transcorridos entre moradores da comunidade de Alto Santa Maria, Santa Maria de Jetibá (ES), e professoras itinerantes que ali atuavam após a educação dos pomeranos, antes realizada pela Igreja

Luterana, passar a ser gerenciada pelo Estado.

Descreve, ainda, a atuação conjunta da professora pomerana Marineuza e essa comunidade, a qual pôs fim aos embates entre moradores, professoras e Estado. Realizada em íntima relação com a cultura do contexto campesino pomerano, a atuação de Marineuza consolidou a luta coletiva por um direito continuamente negado a esse povo: a educação escolar.

De conteúdo marcante e linguagem dinâmica, a obra torna-se fonte de erudição e discernimento aos interessados nas tramas, tradições e história da educação escolar e não escolar. Mais que isso, traz combustível para manter viva a nossa certeza de que a educação é um direito que se delineia em lutas que não se fazem de forma isolada, nem pelo Estado, nem pelos professores, mas uma luta que precisa ser coletiva, porque é um processo que faz mais sentido quando partilhado, desfrutado em comunidade, no qual o professor ainda tem uma atuação extremamente importante.