Cuidado! Um Cavalo Viciado Tende a Voltar para o Mesmo Lugar

Ref: 978-85-473-1752-2

O livro Cuidado! Um cavalo viciado tende a voltar para o mesmo lugar parte da premissa de que, para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, são necessárias rupturas bem mais profundas do que imaginávamos. Rupturas com uma radicalidade que leve à problematização, à superação ou, no mínimo, à reconstrução de conhecimentos e práticas que nos eram caros, que nos levaram a escolher caminhos viciados, recheados de sementes que fazem brotar o eterno retorno. Sementes constituídas de valores.


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ISBN: 978-85-473-1752-2


ISBN Digital: 978-85-473-1972-4


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 01/08/2018


Número de páginas: 151


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Décio Auler.

O livro Cuidado! Um cavalo viciado tende a voltar para o mesmo lugar parte da premissa de que, para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, são necessárias rupturas bem mais profundas do que imaginávamos. Rupturas com uma radicalidade que leve à problematização, à superação ou, no mínimo, à reconstrução de conhecimentos e práticas que nos eram caros, que nos levaram a escolher caminhos viciados, recheados de sementes que fazem brotar o eterno retorno. Sementes constituídas de valores.

Apresenta indicativos de que a chamada cultura elaborada, a Ciência-Tecnologia, as forças produtivas capitalistas podem ser insuficientes ou até incompatíveis com a sociedade buscada. Os valores demandantes das pesquisas que resultaram nesses produtos, internalizados neles, conferem-lhes determinadas características. Características com potencial para inibir transformações desejadas. Funcionais à perpetuação do status quo.

Não é um livro de respostas, mas de perguntas sinalizadoras de caminhos a serem explorados. Perguntas carregadas de demandas silenciadas historicamente. Almeja contribuir para reinventar processos educativos e produtivos, em diálogo, mediante dinâmica pautada em valores distintos dos atualmente hegemônicos. Apropriação e socialização das forças produtivas, da cultura elaborada, categorias inquestionáveis num espectro político bastante elástico, passam a fazer parte de um quadro mais amplo: sua problematização. Problematização sustentada em dois corpos teóricos genuínos do contexto latino-americano: um fazer educativo (Paulo Freire) e um fazer pesquisa (Pensamento Latino-Americano em Ciência-Tecnologia-Sociedade).

Nessa reinvenção, a investigação temática freiriana, reinventada e ampliada, constitui caminho teórico-metodológico para identificar demandas historicamente silenciadas, gerando currículos, gerando agendas de pesquisa. Demandas inéditas podem requerer pesquisas inéditas, conhecimentos inéditos.

Reinvenção de processos educativos materializada em práxis em curso mediante o diálogo entre processos produtivos e educativos, numa dinâmica de coprodução e coaprendizagem. Práxis incipiente, experienciada em contextos bastante adversos.

A categoria problematização, para além da apropriação e socialização, ajuda-nos, também, a compreender que há uma contradição, uma incompatibilidade intrínseca entre as forças produtivas capitalistas e os limites termodinâmicos da natureza. Além da contradição entre capital e trabalho, há uma contradição entre capital e natureza. Essa contradição, somada àquela, tem intensificado conflitos e uma degradação socioambiental sem precedentes.