Trancos Rápidos: Cinema, Intensidade Urbana e Sobrecarga Visual

Ref: 978-85-473-1773-7

O que o cinema e o bonde elétrico têm em comum? Como as esteiras de produção nascidas na Revolução Industrial construíram a sociedade do espetáculo? Por que os automóveis e a montagem dos filmes têm relação direta? Serão essas metáforas simbólicas ou, mais, impactos tangíveis?


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ISBN: 978-85-473-1773-7


ISBN Digital: 978-85-473-1774-4


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 24/08/2018


Número de páginas: 123


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Vanessa Paiva.

O que o cinema e o bonde elétrico têm em comum? Como as esteiras de produção nascidas na Revolução Industrial construíram a sociedade do espetáculo? Por que os automóveis e a montagem dos filmes têm relação direta? Serão essas metáforas simbólicas ou, mais, impactos tangíveis?

A resposta é única: modernidade.

Enquanto na virada do século XIX para o século XX a sociedade trocava a marcha rumo à aceleração acentuada graças à chegada dos bondes, dos carros e do ritmo industrial, o que se nota mais de 100 anos depois é que essa velocidade cinética é agora impulsionada por elementos que sintetizam alguns símbolos da cultura de massa contemporânea. O ciberespaço, os videogames, os videoclipes, as câmeras de vigilância, as janelas digitais e os smartphones são alguns dos exemplos que vêm sendo reproduzidos – funcionando mesmo como opção de estilo – em muitos dos filmes concebidos na virada do século XX para o século XXI.

O olhar do espectador cinematográfico tem sido constantemente convidado a realizar passeios de forte intensidade e sobrecarga. Além de exigir rapidez perceptiva e atenção em permanente processo de concentração/descontração, esse tráfego óptico pode ser o principal gerador da ansiedade sensorial em que o público está mergulhado. Em perpétua busca pelo próximo estímulo, o olhar não mais se contenta com apenas uma possibilidade de observação. Quer todas porque todas são oferecidas simultaneamente. Familiarizados com as interfaces gráficas lançadas no ciberespaço, na televisão, nos games e nos celulares, os olhos mantêm-se em franco processo de alimentação, como a se embriagar numa taça de estímulos.

Estabelecendo relações e traçando paralelos entre cultura de massa e estética contemporânea, este livro tem a intenção final de investigar as mudanças observadas na linguagem cinematográfica nesse intervalo entre séculos, bem como apontar as alterações na percepção do espectador que é moldado por estímulos sensoriais, interferências urbanas e sobrecarga tecnológica.