A Educação como Estratégica Política do Mst: Por Uma Pedagogia da Luta e da Resistência

Ref: 978-85-473-1528-3

A garantia da existência para além das atuais relações dominantes no capitalismo dependerá de relações sociais capazes de engendrar um modelo de produção que não inviabilize a vida na sua particularidade, na sua diversidade e na sua unidade, isto é, na sua totalidade. Relações que bloqueiem ou impeçam, ao invés de ampliar, as contradições que levam às falhas ou rupturas no metabolismo entre sociedade e natureza.


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ISBN: 978-85-473-1528-3


ISBN Digital: 978-85-473-2052-2


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 05/09/2018


Número de páginas: 307


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Luiz Américo Araújo Vargas.

A garantia da existência para além das atuais relações dominantes no capitalismo dependerá de relações sociais capazes de engendrar um modelo de produção que não inviabilize a vida na sua particularidade, na sua diversidade e na sua unidade, isto é, na sua totalidade. Relações que bloqueiem ou impeçam, ao invés de ampliar, as contradições que levam às falhas ou rupturas no metabolismo entre sociedade e natureza. Como princípio orientador, este livro procura sustentar que, se de um lado, os rearranjos capitalistas decorrentes das mudanças no processo de acumulação do capital, impulsionadas pelo atual estágio do imperialismo, ampliam e intensificam as contradições no mundo do trabalho, gerando perdas e misérias às massas de trabalhadores, por outro, ensejam lutas cujas formas e conteúdos, como atestam determinadas lutas antissistêmicas na América Latina, apontam, polissemicamente, para utopias e projetos de um outro mundo, de uma nova sociabilidade e de um novo metabolismo entre sociedade e natureza.

O problema central é: se as lutas sociais travadas pelo MST produzem conhecimentos, saberes e práticas, não produziriam também uma determinada pedagogia? Se sim, como as mediações geradas nessas lutas podem nutrir e fertilizar a práxis dos educadores e educadoras, de educandos e educandas, na formulação e condução de um projeto educacional e de formação humana que apontem “para além do capital”, em outras palavras, que contribuam para o enfrentamento e superação das contradições da sociedade de classes capitalista?

Não seriam as ações de luta do MST práticas pedagógicas, colocando-se como atividade sistemática (teórica e filosófica) e intencional (política e pedagógica) de intervenção na realidade, gerando processos educacionais particulares, mas também universais? Como as diferentes mediações prático-teóricas e ético-filosóficas geradas nessas ações de lutas agem no movimento de formação da consciência dos sujeitos sociais que nelas se encontram, conformando sua práxis? Para apreender as mediações produzidas nessas lutas e como elas podem intervir na formação da consciência, consideramos que é necessário examinar em que medida essas ações interagem entre si e com as determinações mais particulares e mais gerais que conformam a luta pela terra e a expressão maior do seu antagonismo, o agronegócio.