Quando o Mercado e o Museu se Encontram: Uma Análise Sobre a Dinâmica das Instituições Culturais da Contemporaneidade

Ref: 978-85-473-2001-0

Na contemporaneidade o mercado invade as mais diversas instituições. Tudo se transforma em mercadoria, e a cultura se reorganiza tomando emprestados aspectos de uma indústria de escala global, sujeita às regras do mercado. Trata-se de uma nova dinâmica social, que será também absorvida pelo mundo dos museus. Essas entidades, antes centradas em si mesmas, reorganizam suas estruturas buscando adequar-se às demandas dos coletivos sociais.


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ISBN: 978-85-473-2001-0


ISBN Digital: 978-85-473-0668-7


Edição:


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 26/09/2018


Número de páginas: 287


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Marina Roriz Rizzo Lousa da Cunha.

Na contemporaneidade o mercado invade as mais diversas instituições. Tudo se transforma em mercadoria, e a cultura se reorganiza tomando emprestados aspectos de uma indústria de escala global, sujeita às regras do mercado. Trata-se de uma nova dinâmica social, que será também absorvida pelo mundo dos museus. Essas entidades, antes centradas em si mesmas, reorganizam suas estruturas buscando adequar-se às demandas dos coletivos sociais. Sofrerão processos de hibridação, passarão a se organizar sob nova roupagem, combinando-se e gerando novas estruturas, objetos e práticas. De instituições autocentradas, muitas caminham para se estruturarem como meios de comunicação de massa. Até mesmo a dimensão do poder parece se reorganizar: de uma estrutura vertical e bipolar, dividida de maneira simples e polarizada, para relações sociopolíticas descentralizadas e multideterminadas, com novas vozes e discursos emergindo com poder de autoridade no ambiente museológico.

Nesse contexto, como os museus podem garantir sua posição como espaços legitimadores de valores de classe? A nova roupagem contemporânea pode ser apenas outro modus operandi para afiançar a construção de um consenso mais atual acerca do papel dos museus na atualidade e camuflar sua verdadeira atuação: a manutenção da hegemonia de classes. Partindo desse pressuposto, este livro tem como objetivo compreender a dinâmica contemporânea das instituições culturais da elite, em especial os museus de arte. Procura estruturar o modelo sociológico pelo qual esses organismos se configuram na atualidade. Para tanto, usa o estudo comparativo de dois casos geograficamente distantes, um no Brasil, o Instituto Inhotim (Minas Gerais), e outro nos Estados Unidos, o Saint Louis Art Museum (Missouri).