Romaria de Carro de Bois: Saudade da Terra, da Comunidade e de Laços Familiares Profundos

Ref: 978-85-473-1918-2

Por que a romaria de carro de bois, uma prática religiosa enraizada nos valores rurais, continua viva na contemporaneidade? O que essa prática religiosa diz do sujeito urbano? A romaria de carro de bois é a manifestação de uma profunda saudade da natureza, saudade de pisar na terra, de conviver diariamente com os animais, de ter uma família unida e sempre por perto, é uma vontade de estar na companhia de amigos verdadeiros, um desejo íntimo de experienciar o “círculo aconchegante” descrito por Bauman (2003), é um desejo de vivenciar a comunidade rural idealizada, do passado.


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ISBN: 978-85-473-1918-2


ISBN Digital: 978-85-473-1919-9


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 28/09/2018


Número de páginas: 183


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Maria Aparecida de Castro.

Por que a romaria de carro de bois, uma prática religiosa enraizada nos valores rurais, continua viva na contemporaneidade? O que essa prática religiosa diz do sujeito urbano? A romaria de carro de bois é a manifestação de uma profunda saudade da natureza, saudade de pisar na terra, de conviver diariamente com os animais, de ter uma família unida e sempre por perto, é uma vontade de estar na companhia de amigos verdadeiros, um desejo íntimo de experienciar o “círculo aconchegante” descrito por Bauman (2003), é um desejo de vivenciar a comunidade rural idealizada, do passado. Toda essa carga de subjetividade faz do encontro, da caminhada, das paradas, dos dias da festa, enfim, faz de todo o rito da romaria de carro de bois um momento do ano muito esperado e feliz, de aconchego, de partilha, para grupos de famílias que vivem no espaço urbano, mas que carregam no seu esquema de pensamento e sentimento um ethos rural. Embora os encontros das famílias durante a romaria de carro de bois sejam marcados pela harmonia, as relações intra e extra familiares não são um “mar de rosas”, carregam toda a carga de contradição e complexidade que marca as relações humanas. Essas famílias urbanas que se juntam a uma tradição rural de séculos vivem em uma sociedade da desintegração, da frieza, da exacerbação do consumo, do ter em detrimento do ser, e anseiam pela proximidade da natureza e pela segurança dos laços afetivos da comunidade e da família. Não se cansam de todos os anos, nos meses de junho e julho, preparar seus carros e bois, seu corpo e coração, para seguir em romaria pelos rústicos e empoeirados caminhos de Goiás, rumo à Festa de Trindade.