Gestão Dialógica e Tecnologias Colaborativas

Ref: 978-85-473-1903-8

 Este livro nasceu de inquietações e reflexões sobre a necessidade de ressignificar a gestão no setor público e nas organizações não governamentais e cooperativas. Após muitos anos de investigações e debates, percebemos que a questão não implica apenas na mudança da administração nesses domínios, mas em um processo mais amplo de transformação da gestão de um modo geral. Afinal de contas, o que a gestão significa? Se, por um lado, ela se relaciona com posições de domínio e opressão, por outro, como prescindir dela nas esferas de produção e convívio humano? Em outras palavras, se a gestão não é aquela que queremos, é possível ressignificá-la?


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ISBN: 978-85-473-1903-8


ISBN Digital: 978-85-473-1904-5


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 17/10/2018


Número de páginas: 131


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Mariana Mayumi Pereira de Souza.

2. Ana Paula Paes de Paula.

 Este livro nasceu de inquietações e reflexões sobre a necessidade de ressignificar a gestão no setor público e nas organizações não governamentais e cooperativas. Após muitos anos de investigações e debates, percebemos que a questão não implica apenas na mudança da administração nesses domínios, mas em um processo mais amplo de transformação da gestão de um modo geral. Afinal de contas, o que a gestão significa? Se, por um lado, ela se relaciona com posições de domínio e opressão, por outro, como prescindir dela nas esferas de produção e convívio humano? Em outras palavras, se a gestão não é aquela que queremos, é possível ressignificá-la?

 Nossas pesquisas mostraram que não somente é possível fazer essa ressignificação, como implica em um resgate da essência da gestão para além das deformações ideológicas que ela vem sofrendo desde o final do século XIX. A gestão é uma prática socialmente construída e não um ato isolado de um indivíduo: no âmago da gestão está a dialética, que precisa ser enfrentada e não eliminada, dependendo da dialogicidade para evoluir e se desenvolver.

 No entanto não se trata aqui, necessariamente, de modelos de autogestão, tendo-se em vista o componente utópico desse conceito. Tampouco, trata-se de modelos de gestão participativa, tendo em vista as aplicações superficiais do conceito de participação nas organizações. Busca-se, então, uma reconciliação com os diversos saberes sobre as organizações, com o objetivo de desenvolver saberes técnicos para se obter contextos genuinamente colaborativos e capazes de gerar autorreflexão naqueles que participam da produção do conhecimento. Optamos por abordar as “tecnologias de gestão colaborativa”, enfatizando que o “colaborativo” vai além do que normalmente se entende por “participativo”. Assim, entendemos que essas tecnologias colaborativas constituem os pilares de uma Gestão Dialógica, que coloca os gestores como “autores práticos” de suas realidades sociais, abrindo espaço para a construção de experiências organizacionais fundamentadas em conversações e deliberação.

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1
RESSIGNIFICANDO A GESTÃO:DIALOGICIDADE E COLABORAÇÃO
1.1 A GESTÃO COMO PRÁTICA SOCIAL
1.2 A DINÂMICA DA GESTÃO: A DIALÉTICA E O DESAFIO DA DIALOGICIDADE
1.3 A SUPERAÇÃO DE UM IMAGINÁRIO: A GESTÃO DIALÓGICA E A RESSIGNIFICAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DE GESTÃO

CAPÍTULO 2
RESSIGNIFICANDO AS TECNOLOGIAS DE GESTÃO
2.1 HERBERT MARCUSE E A UTOPIA DE UMA NOVA TECNOLOGIA
2.2 A TEORIA CRÍTICA DA TECNOLOGIA DE ANDREW FEENBERG
2.3 A GESTÃO COMO TECNOLOGIA E SUA POSSÍVEL RESSIGNIFICAÇÃO

CAPÍTULO 3
TECNOLOGIAS DE GESTÃO COLABORATIVA
3.1 TEORIA U
3.1.1 Construção de cenários
3.1.2 Teatro social da presença (TSP)
3.1.3 World Café
3.2 DRAGON DREAMING
3.2.1 Pinakarri
3.2.2 Bastão da fala
3.2.3 Check-in
3.2.4 E aí?
3.3 SOCIOCRACIA
3.3.1 Tomada de decisão por consentimento
3.3.2 Círculos semiautônomos
3.3.3 Conexão por elos duplos
3.3.4 Eleição de pessoas para funções e tarefas
3.3.5 O processo produtivo sociocrático
3.4 COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS