Ainda Somos os Mesmos e Estudamos Como Nossos Pais

Ref: 978-85-473-2146-8

Este livro é um estudo sobre a construção de sistemas de classificação no ambiente escolar. O objetivo principal é descrever e analisar o cotidiano de uma escola pública carioca, buscando perceber o processo de elaboração dos princípios classificatórios, das formas de organização e distribuição do poder interno e o ethos escolar.


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ISBN: 978-85-473-2146-8


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 17/10/2018


Número de páginas: 237


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Raquel Ferreira Rangel Gomes.

Este livro é um estudo sobre a construção de sistemas de classificação no ambiente escolar. O objetivo principal é descrever e analisar o cotidiano de uma escola pública carioca, buscando perceber o processo de elaboração dos princípios classificatórios, das formas de organização e distribuição do poder interno e o ethos escolar.
O trabalho de campo foi realizado em uma unidade escolar da rede estadual de ensino médio em um bairro da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Durante o período da pesquisa, a escola passou por um processo em que o diretor geral foi afastado do cargo e uma nova direção foi empossada pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). Os fatos foram narrados a partir da perspectiva de análise de Victor Turner, tendo como guia para a própria descrição etnográfica o conceito de drama social. Um evento extraordinário que ameaçou romper as relações reguladas pela norma deu início ao drama.
Na crise desencadeada, tornaram-se claras as linhas de força que estruturavam as relações sociais no interior da escola e desta com a Seeduc. O diretor geral foi afastado, a escola passou por um período que podemos chamar de liminar, uma espécie de interstício entre a antiga norma e a que estava por vir com nova direção dentro dos moldes da nova gestão da Seeduc. O rito tornou-se, finalmente, coletivo. Ocorreu, então, a expressão pública e simbólica da reconciliação entre as partes envolvidas no conflito com a reconstituição, ao menos temporária, do tecido social esgarçado.
Ao final, o código que prevaleceu foi aquele baseado no carisma, nos julgamentos morais e na afetividade. A nova gestão, portanto, não atingiu seu objetivo de impor uma nova organização definida por um código mais burocrático-racional. Com isso, o drama não produziu uma ruptura, mas consolidou as regras tradicionalmente vigentes naquela escola. Os atores daquela escola continuaram com a escola de sempre, permaneceram os mesmos.