A Dificuldade de Aprendizagem à Luz da Filosofia da Singularidade

Ref: 978-85-473-2457-5

Esta obra apresenta uma crítica veemente do conceito moderno de dificuldade de aprendizagem. Tal crítica organiza-se sobre quatro pilares que fornecem a sustentação e a moderna interpretação do conceito: o primeiro pilar é uma análise histórica desse conceito, com o intuito de mostrar que ele é socialmente construído, articulando-se diferentemente em diversos períodos históricos; o segundo analisa criticamente a ideologia da medicalização, seus fundamentos e suas consequências; o terceiro apresenta os pressupostos da abordagem analítica em educação e sua consecução tanto na Psiquiatria quanto na Estatística; finalmente, o quarto pilar é representado por uma nova concepção de temporalidade erigida a partir da noção de produtividade e, principalmente, ritmo ou eficiência, no contexto de uma sociedade industrial. A obra mostra que esses quatro pilares estão intimamente conectados, fornecendo também sustentação mútua.


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ISBN: 978-85-473-2457-5


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 03/12/2018


Número de páginas: 143


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Olavo Leopoldino da Silva Filho.

2. Ana Bárbara da Silva Nascimento.

Esta obra apresenta uma crítica veemente do conceito moderno de dificuldade de aprendizagem. Tal crítica organiza-se sobre quatro pilares que fornecem a sustentação e a moderna interpretação do conceito: o primeiro pilar é uma análise histórica desse conceito, com o intuito de mostrar que ele é socialmente construído, articulando-se diferentemente em diversos períodos históricos; o segundo analisa criticamente a ideologia da medicalização, seus fundamentos e suas consequências; o terceiro apresenta os pressupostos da abordagem analítica em educação e sua consecução tanto na Psiquiatria quanto na Estatística; finalmente, o quarto pilar é representado por uma nova concepção de temporalidade erigida a partir da noção de produtividade e, principalmente, ritmo ou eficiência, no contexto de uma sociedade industrial. A obra mostra que esses quatro pilares estão intimamente conectados, fornecendo também sustentação mútua. A obra difere, portanto, das críticas recentes que se formulam relativamente ao conceito de dificuldade de aprendizagem, na medida em que se volta para as próprias condições de possibilidade do conceito e sociais e lógicas, mais do que para os seus usos, e abusos, no contexto das escolas. Essa análise da fundamentação do conceito, seus pressupostos possibilitam vislumbrar novas perspectivas para sua reformulação ou até mesmo dissolução. Adota-se aqui a perspectiva da Filosofia da Singularidade como princípio para a desconstrução do conceito de dificuldade de aprendizagem. A partir dela, estabelece-se a diferença essencial entre  mal-estar e doença, afastando definitivamente a abordagem medicalizante em Educação.