Imagens de Uma Utopia Latino-Americana: A Batalha do Chile, Filme de Patrício Guzmán

Ref: 978-85-473-2442-1

O livro Imagens de uma utopia latino-americana: A batalha do Chile, filme de Patrício Guzmán trata da forma como a referida trilogia produziu representações utópicas, analisando as imagens e os sons que foram tomados em película de 16mm de forma direta no decorrer das movimentações e mobilizações políticas que aconteceram com o acirramento da luta de classes durante o governo de Salvador Allende, no Chile, entre 1970 e 1973.


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ISBN: 978-85-473-2442-1


Edição: 1


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 03/12/2018


Número de páginas: 219


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Bruno Vilas Boas Bispo.

O livro Imagens de uma utopia latino-americana: A batalha do Chile, filme de Patrício Guzmán trata da forma como a referida trilogia produziu representações utópicas, analisando as imagens e os sons que foram tomados em película de 16mm de forma direta no decorrer das movimentações e mobilizações políticas que aconteceram com o acirramento da luta de classes durante o governo de Salvador Allende, no Chile, entre 1970 e 1973. A película foi montada e lançada durante o exílio do cineasta nos anos seguintes ao golpe militar desferido em 11 de setembro de 1973, com grande repercussão internacional.

A arte produz imaginários do mundo social que apontam tanto para a realidade na qual foi produzida quanto para possíveis imagens de um mundo melhor. Assim, essa obra pretende ser uma leitura de como determinados elementos utópicos foram construídos por meio de sons e imagens nesse grande documentário.

No cinema, as soluções técnicas e estéticas constituem a expressividade autoral do artista, que formula em sua produção um certo imaginário sobre a realidade social e constitui, ao mesmo tempo, sua autenticidade artística e sua visão esteticamente mediatizada do mundo, sendo essa visão legitimada socialmente (dentro dos mecanismos de validação próprios do campo artístico). Nesse sentido, sua obra acaba por ser um objeto privilegiado para o entendimento da arte como fenômeno social, nos seus aspectos estéticos, históricos e sociológicos.

Num profícuo momento da produção cinematográfica latino-americana, o filme aqui analisado é influenciado por perspectivas cinematográficas vinculadas aos elementos de renovação estética dos novos cinemas, sob influência direta ou indireta do cinema soviético (Dziga Vertov, Eisenstein), do neorrealismo italiano, da novelle vague francesa e do novo cinema latino-americano. Sofreu impacto direto da proliferação das tecnologias de tomada da imagem e som sincrônico, o que deu mobilidade aos cineastas da época, constituindo uma nova estética de um cinema documentário muito mais participativo. Dessa forma, seguindo uma tendência à postura politizada dos cineastas da época, o talento de Guzmán, ao retratar a efervescência política de caráter pré-revolucionário vivida no Chile, propiciou uma obra autêntica, tida como uma das mais importantes na história do cinema documentário mundial, e que traz uma série de imagens utópicas desse momento histórico.