Intervenções e Movimentos Sociais de Resistência no Espaço Urbano

Ref: 978-85-473-1011-0

A configuração atual do Recife vem se tornando um desafio para os estudiosos do espaço, principalmente com relação à produção e à reprodução do espaço urbano. Os diversos projetos de intervenção realizados e em via de realização, a ausência de integração e a pouca participação popular são fatores que dificultam e interferem no resultado final das ações de significado espacial e tornam sua análise bastante complexa.


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ISBN: 978-85-473-1011-0


ISBN Digital: 978-85-473-2585-5


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 04/12/2018


Número de páginas: 301


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Ana Regina Marinho.

A configuração atual do Recife vem se tornando um desafio para os estudiosos do espaço, principalmente com relação à produção e à reprodução do espaço urbano. Os diversos projetos de intervenção realizados e em via de realização, a ausência de integração e a pouca participação popular são fatores que dificultam e interferem no resultado final das ações de significado espacial e tornam sua análise bastante complexa. Os projetos de requalificação na área central da cidade, a abertura de grandes vias, os empreendimentos imobiliários (condomínios fechados e a verticalização), a reabilitação das áreas portuárias, as intervenções pontuais, os megaeventos e tantos outros com grande expressão territorial e econômica, viabilizados por investimentos públicos e privados, criam novas formas de produção do espaço e contribuem para a valorização imobiliária e reprodução das desigualdades sociais nas grandes cidades brasileiras. As grandes intervenções concorrem para a promoção de alterações significativas nas formas de produção e apropriação social do espaço urbano. O processo de produção não é apenas histórico e social, sendo responsável, também, por conflitos, pois nem todos se apropriam desse espaço de maneira democrática, nem terão as mesmas oportunidades, o que gera segregação espacial e privação da cidadania. Numa sociedade estruturada no sistema capitalista, em que os produtores do espaço – Estado, grandes empresas, agentes do mercado, empreendedores imobiliários, população local, como os comerciantes, moradores e população civil organizada – transformam os recursos naturais e os patrimônios de sua história e de sua cultura em mercadoria, torna-se preocupante a produção do espaço, evidenciando a importância de se repensar e almejar novos padrões de planejamento e de gestão do território. As observações e reflexões sobre as intervenções públicas e privadas que foram ou estão sendo implantadas na cidade do Recife, e de como elas transformam o espaço em mercadoria, foram fundamentais para realização deste trabalho, que aborda o processo de transformação espacial como condição para a reprodução do capital e como os movimentos sociais contribuem com esse processo.