Estatísticas da Escola Brasileira: Um Estudo Sócio-Histórico

Ref: 978-85-473-2437-7

Vivemos em uma sociedade na qual as estatísticas estão por toda a parte, propondo compreensões e apontando soluções nos mais diversos domínios da atividade cotidiana. A educação é um dos assuntos em que as estatísticas têm presença marcante e grande legitimidade – ainda que poucos educadores entendam o que os números dizem, indicam, inventam... Como as estatísticas de educação construíram essa legitimidade? E desde quando têm tamanho poder para a condução das políticas educacionais?


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ISBN: 978-85-473-2437-7


Edição: 1


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 14/01/2019


Número de páginas: 405


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Natália de Lacerda Gil.

Vivemos em uma sociedade na qual as estatísticas estão por toda a parte, propondo compreensões e apontando soluções nos mais diversos domínios da atividade cotidiana. A educação é um dos assuntos em que as estatísticas têm presença marcante e grande legitimidade – ainda que poucos educadores entendam o que os números dizem, indicam, inventam... Como as estatísticas de educação construíram essa legitimidade? E desde quando têm tamanho poder para a condução das políticas educacionais? Essas são algumas das questões que este livro pretende responder. Traçando em abordagem sócio-histórica uma análise que concentra a atenção nas relações estabelecidas entre educação e estatística no Brasil no período de 1871 até a década de 1940, foi possível identificar como se consolidou a legitimidade que usufruem as estatísticas educacionais para a condução de decisões políticas e de que maneira essas estatísticas colaboraram para a formulação de representações sobre a escola primária brasileira. O livro focaliza a descrição de como foram produzidas as estatísticas educacionais, localizando as fontes de informação e explicando os procedimentos para coleta dos dados. A intenção foi diminuir o desconhecimento acerca da origem de números escolares, desconhecimento esse que tem favorecido a utilização de estatísticas sem o conveniente exame crítico. A narrativa das iniciativas do poder público, no sentido de criar e aperfeiçoar um aparato capaz de elaborar informações numéricas consideradas confiáveis e a localização das lacunas e falhas na elaboração das estatísticas, teve por objetivo permitir conhecer em detalhes a produção dos números do ensino no Brasil. Outro foco do livro é o exame das análises oficiais das estatísticas de educação, em especial aquelas que circularam na década de 1940, buscando assim identificar as lutas simbólicas travadas em torno da sua interpretação legítima. Desse modo, foi possível compreender como as estatísticas incidiram historicamente sobre a construção de determinadas imagens da escola brasileira – várias das quais circulam ainda hoje em nossa sociedade orientando as relações de governantes e da população em geral com a instituição escolar.