Consumo, Crédito e Direito à Cidade

Ref: 978-85-473-2510-7

Este livro expressa, por um lado, a experiência de realizar coletivamente uma pesquisa durante seis anos, desde a construção de sua metodologia, passando pelo desenvolvimento dela, incluindo a realização de inúmeros trabalhos de campo e chegando a esta publicação que, refletindo o percurso vivido, também foi escrita a várias mãos.


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ISBN: 978-85-473-2510-7


ISBN Digital: 978-85-473-2510-7


Edição: 1


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 31/01/2019


Número de páginas: 223


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 21 cm


Comprimento: 27 cm


Altura: 2 cm


1. Maria Encarnação Beltrão Sposito.

2. Márcio José Verissimo Catelan.

3. Luciano Antonio Furini.

4. Maria Angélica de Oliveira Magrini.

5. Igor Catalão.

6. Eda Maria Góes.

Este livro expressa, por um lado, a experiência de realizar coletivamente uma pesquisa durante seis anos, desde a construção de sua metodologia, passando pelo desenvolvimento dela, incluindo a realização de inúmeros trabalhos de campo e chegando a esta publicação que, refletindo o percurso vivido, também foi escrita a várias mãos.

Por outro lado, do ponto de vista temático, a individualidade perpetuada pela satisfação das necessidades por meio do crédito levou-nos à caracterização de um cotidiano vivido, por meio de práticas orientadas pelo consumo, pela busca do que se quer consumir agora e pelo distanciamento em relação à vida urbana coletiva, à interação social e à luta pelo direito à cidade. Ao mesmo tempo e de maneira dialética, constatamos que algumas práticas espaciais de consumo decorrentes do crédito têm possibilitado novas perspectivas de realização do cotidiano urbano que apresentam uma série de potencialidades, quanto à criação de identidades e de novas formas de cidadania, que convergem para um entendimento do consumo e do crédito em outras bases. Desse modo, neste livro, nossa intenção é contemplar a análise tanto das contradições quanto dos diferentes sentidos que podem ser vislumbrados, a partir do estudo articulado entre consumo, crédito e direito à cidade.

As respostas obtidas nas 102 entrevistas feitas com citadinos de Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto (SP) e Londrina (PR) reafirmam as intrínsecas relações entre a casa e a cidade e, portanto, a importância das diferenças geracionais na ressemantização tanto de uma como de outra, para a qual contribuem conjuntamente a experiência como consumidor e o marketing, os estudos (ou a ausência deles), o trabalho (ou ausência dele) e os valores que lhes são próprios e, inclusive, o acesso ao crédito e a “moral do homem endividado”, todos eles articulados em redes de práticas espacializadas que atuam na reprodução de padrões de vida universais ao capitalismo, bem como reafirmam e multiplicam, num país como o Brasil, formas de produção do espaço urbano, que reforçam as desigualdades sociais, econômicas e políticas.