Dor e Silêncio: Performance e Teatro Sobre o Holocausto Nazista

Ref: 978-85-473-2459-9

Abordar o holocausto nazista em um espetáculo teatral foi uma decisão difícil. Ainda mais quando as crenças artísticas assumidas partem da não representação, da performatividade, do hermetismo e de uma manifestação estética pautada no entendimento da dor e do silêncio. Essas são as premissas de meu trabalho artístico, que nortearam as decisões estéticas.


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ISBN: 978-85-473-2459-9


ISBN Digital: 978-85-473-2459-9


Edição: 1


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 04/02/2019


Número de páginas: 131


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Aguinaldo Moreira de Souza.

Abordar o holocausto nazista em um espetáculo teatral foi uma decisão difícil. Ainda mais quando as crenças artísticas assumidas partem da não representação, da performatividade, do hermetismo e de uma manifestação estética pautada no entendimento da dor e do silêncio. Essas são as premissas de meu trabalho artístico, que nortearam as decisões estéticas. Assim, neste livro eu ensaio teoricamente sobre as questões pessoais que me levaram a procurar uma aproximação entre a intervenção artística que venho realizando e o pensamento político de Hannah Arendt. Essa investida se tornou um longo processo que comportou uma graduação em Filosofia, uma viagem à Polônia e dois anos de treinamento técnico junto aos atores, para figurar corporalmente o tema. No entanto as reflexões aqui elencadas trazem uma cronologia específica: houve uma síntese e uma colagem – ou seja, constituem uma operação estruturante sobre os relatos das experiências artísticas e as resenhas dos estudos teóricos com o intuito de estabelecer uma ligação entre ambos, sem negligenciar os momentos poéticos e de intuição. O espetáculo Para aqueles que ainda vão nascer... representa, para o grupo que o desenvolveu, a corporificação da teoria que estudamos, naquilo que conseguiu afetar sentimento, sensação e linguagem, enquanto a reflexão escrita é a racionalização sobre a trajetória realizada pelo corpo, que foi tácita e visceral ao mesmo tempo. Em um último fôlego, acredito que a encenação seja um retorno à racionalização, pois traz a ordenação final da criação e uma opção política sobre quais conteúdos seriam apresentados (e sob que condições) visando a que formas/conteúdos ressoem no corpo/sensação/consciência daquele que a assiste.