Dois Séculos de Imigração no Brasil: Imagem e Papel Social dos Estrangeiros na Imprensa (Volume 1)

Ref: 978-85-473-2573-2

A entrada e o estabelecimento de imigrantes no Brasil desde 1808, data da abertura dos portos ao comércio com as nações amigas, foi um dos grandes acontecimentos da História do país. Somente entre 1901 e 2000, a população brasileira saltou de 17,4 milhões para 169,6 milhões de pessoas, com 10% desse crescimento devendo-se aos imigrantes.


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ISBN: 978-85-473-2573-2


ISBN Digital: 978-85-473-2574-9


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 12/03/2019


Número de páginas: 233


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 21 cm


Comprimento: 27 cm


Altura: 2 cm


1. Gustavo Barreto.

A entrada e o estabelecimento de imigrantes no Brasil desde 1808, data da abertura dos portos ao comércio com as nações amigas, foi um dos grandes acontecimentos da História do país. Somente entre 1901 e 2000, a população brasileira saltou de 17,4 milhões para 169,6 milhões de pessoas, com 10% desse crescimento devendo-se aos imigrantes.

Esse intenso fluxo migratório foi acompanhado de um ainda maior fluxo de informações sobre esses novos residentes. Durante todo o período analisado nesta obra de dois volumes – de 1808 a 2015 –, a imprensa ocupou-se do assunto a partir de referências conceituais, como assimilação, nacionalismo, embranquecimento, eugenia, racismo, xenofobia, tolerância e hospitalidade.

A partir da consulta de 11 mil edições de periódicos jornalísticos impressos presentes no país ou em português e sobre o Brasil em que o tema da imigração foi citado direta ou indiretamente, selecionamos aproximadamente 200 matérias jornalísticas que compõem este estudo.

O objetivo, tomando como referência os estudos migratórios, é abordar as seguintes questões: o que significa ser imigrante ou estrangeiro para a imprensa brasileira ao longo da nossa História? Qual foi o papel atribuído a esses indivíduos e grupos, no Brasil, pelos meios de comunicação impressos?

Neste primeiro volume, do início do século XIX até o final da Primeira República, faço uma breve introdução sociológica do Brasil oitocentista, bem como uma apresentação do debate teórico que nos guiou ao longo de todo o estudo, abordando conceitos como “raça”, “etnia”, “povo”, “identidade nacional” e “cultura”. O período de 1808 a 1870 é marcado por experimentações na área de políticas imigratórias e a intensificação, sobretudo a partir de 1850, do debate acerca da necessidade de “braços para a lavoura”. É a partir da década de 1870 que o “ensaio” imigrante ganha força; desse momento até o final do regime monárquico, surgem muitas das colônias que se tornariam cidades profundamente influenciadas pelos seus primeiros colonos.

Da chegada dos republicanos ao poder (1889) até o início do governo Vargas (1930), é vitoriosa a tese de que o futuro do Brasil depende do braço europeu na lavoura. Procuram-se agricultores brancos que, de uma vez só, trarão a prosperidade econômica e o “melhoramento racial”.

O objetivo maior desta obra é contribuir, dentro das limitações deste autor, com os estudos migratórios no Brasil, de modo a repensarmos nossa identidade e nossa solidariedade com os estrangeiros que aqui buscam uma nova vida.