A Universidade Mercantil: Um Estudo sobre a Universidade Pública e o Capital Privado

Ref: 978-85-473-2818-4

Qual a relação entre universidade pública e capital privado? A essa pergunta é que A universidade mercantil: um estudo sobre a universidade pública e o capital privado se propõe a responder, analisando os condicionantes do trabalho do professor-pesquisador ante as políticas de inovação. Mas por que as políticas de inovação? Porque são elas que impactam significativamente o trabalho do professor-pesquisador e as instâncias decisórias da universidade.


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ISBN: 978-85-473-2818-4


ISBN Digital: 978-85-473-2818-4


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 14/03/2019


Número de páginas: 283


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Leonardo Freitas Sacramento.

Qual a relação entre universidade pública e capital privado? A essa pergunta é que A universidade mercantil: um estudo sobre a universidade pública e o capital privado se propõe a responder, analisando os condicionantes do trabalho do professor-pesquisador ante as políticas de inovação. Mas por que as políticas de inovação? Porque são elas que impactam significativamente o trabalho do professor-pesquisador e as instâncias decisórias da universidade. As políticas de inovação vinculam progressivamente o trabalho do professor-pesquisador ao setor empresarial. Para analisar a forma pela qual o trabalho do professor-pesquisador modificou-se ao longo das décadas, especialmente desde a introdução das políticas neoliberais na universidade pública, foram analisadas as relações político-institucionais da Universidade de São Paulo, mais especificamente do campus de Ribeirão Preto, e suas articulações com os setores e parcerias público-privados. A Universidade de São Paulo constituiu arranjos institucionais próprios por meio de articulações com instituições específicas do município de Ribeirão Preto, induzindo parte da pesquisa da pós-graduação do campus a se transformar em centros de pesquisa aplicada para atendimento das demandas do setor empresarial, por meio da construção de pequenas empresas. Aponta-se que esses arranjos institucionais para o desenvolvimento da pesquisa aplicada, entretanto, não seriam possíveis de se constituírem sem que houvesse mudanças significativas na jornada dos professores-pesquisadores, empreendidas muitas vezes por eles próprios, com base em decisões na universidade que redundam em normativas e resoluções que flexibilizam e incentivam a relação universidade-empresa. Assim, a universidade se reconfigura aos moldes da lógica do mundo dos negócios em detrimento das próprias empresas que, via de regra, não se modificam tampouco desenvolvem a prática da pesquisa e produção do conhecimento tecnológico. Diante desse contexto, como podemos entender o caráter público da universidade estatal pública? Seria a universidade pública ainda uma instituição iluminista atenta aos problemas nacionais e promotora do desenvolvimento nacional, assim como pretenderam os fundadores da própria Universidade de São Paulo? Responder a essas e outras questões consiste em compreender a sociedade na qual vivemos, um exercício crítico de superação das limitações políticas que vivemos para a construção de uma sociedade melhor.