A Questão Negra: A Fundação Ford e a Guerra Fria

Ref: 978-85-537-0002-8

Este livro conciso, altamente infomativo, aborda um dos legados negligenciados da Guerra Fria: os assentamentos éticos e políticos que delimitam o horizonte de imaginação das soluções antirracistas. O principal objeto do trabalho trafega na fronteira entre a história política e a história das ideias: estratégias norte-americanas de agendamento intelectual, especificamente da frente liberal desse enfrentamento por “corações e mentes”, em sua definição peculiar de modos de pensar e agir em relação à raça. A questão negra traz à tona uma massa de documentação inédita principalmente de arquivos norte-americanos, do Departamento de Estado, CIA e Fundação Ford e de intelectuais como Richard Morse e Florestan Fernandes, para interrogar a construção de “problemáticas raciais” na sua variedade original de objetivos de Guerra Fria: uma entramada rede de investimentos na arregimentação de elites, formação de lideranças, estruturação das Ciências Sociais como tecnologias de reforma social, concepção do princípio particular de “bem-estar” como civilização e modernidade, concepção do “pluralismo racial” como fórmula democrática superior de representação política, defesa do “desenvolvimento” como ideal de justiça, moralidade e congraçamento, a oferta da liberdade como prêmio final pela superação do “atraso social”.


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ISBN: 978-85-537-0002-8


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 15/04/2019


Número de páginas: 296


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Wanderson da Silva Chaves.

Este livro conciso, altamente infomativo, aborda um dos legados negligenciados da Guerra Fria: os assentamentos éticos e políticos que delimitam o horizonte de imaginação das soluções antirracistas. O principal objeto do trabalho trafega na fronteira entre a história política e a história das ideias: estratégias norte-americanas de agendamento intelectual, especificamente da frente liberal desse enfrentamento por “corações e mentes”, em sua definição peculiar de modos de pensar e agir em relação à raça. A questão negra traz à tona uma massa de documentação inédita principalmente de arquivos norte-americanos, do Departamento de Estado, CIA e Fundação Ford e de intelectuais como Richard Morse e Florestan Fernandes, para interrogar a construção de “problemáticas raciais” na sua variedade original de objetivos de Guerra Fria: uma entramada rede de investimentos na arregimentação de elites, formação de lideranças, estruturação das Ciências Sociais como tecnologias de reforma social, concepção do princípio particular de “bem-estar” como civilização e modernidade, concepção do “pluralismo racial” como fórmula democrática superior de representação política, defesa do “desenvolvimento” como ideal de justiça, moralidade e congraçamento, a oferta da liberdade como prêmio final pela superação do “atraso social”. A questão negra indaga ao leitor ao seu modo penetrante: precisamos mais destes tipos de ação e discurso guiando nosso desejo e agir político ou merecemos a libertação do passado? Este livro é dedicado a leigos e especialistas, interessados, em particular ou no conjunto, em temas como políticas raciais, Guerra Fria, universidades, a história das Ciências Sociais, intelectuais e agendas acadêmicas, diplomacia e serviços de inteligência dos EUA, as grandes fundações norte-americanas, o desenvolvimentismo, o multiculturalismo ou o debate sobre a democracia.