Reflexões Contemporâneas: Sobre o Século XXI e Suas Complexidades

Ref: 978-855370123-0

A complexidade em que vivemos se mostra na insuficiência de métodos antigos e de pensamentos arcaicos para encontrar soluções, mesmo que eles possam parecer o único e natural caminho e que se apresentem como única salvação. Podemos notar esse movimento em três campos da existência e do saber, entre outros: na Religião, na Educação e nas Ciências Sociais Aplicadas. A Religião se mostra hoje como uma negação de fundamentos teológicos e de racionalidade, se sustentando em elementos emocionais, a favor do bem-estar individual, como se fosse, em muitos momentos, um objeto de consumo. Como esse processo não pode ser dito e faz-se necessário retirar qualquer culpa (ou pecado!) do mesmo, ele se transveste em moral, moralismo, fundamentos últimos da existência humana, elementos que são imutáveis e vistos como absolutamente necessários ao bem comum. A tensão ou contradição está instaurada: o Cristianismo, por exemplo, que surgiu a partir de uma relativização da Lei Judaica, como uma proposta de radicalidade no Outro, na diferença, morre... Não faz sentido afirmar a moral absoluta ao negar a diferença, o outro em sua subjetividade e liberdade.


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ISBN: 978-855370123-0


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 30/04/2019


Número de páginas: 169


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. René Dentz.

A complexidade em que vivemos se mostra na insuficiência de métodos antigos e de pensamentos arcaicos para encontrar soluções, mesmo que eles possam parecer o único e natural caminho e que se apresentem como única salvação. Podemos notar esse movimento em três campos da existência e do saber, entre outros: na Religião, na Educação e nas Ciências Sociais Aplicadas. A Religião se mostra hoje como uma negação de fundamentos teológicos e de racionalidade, se sustentando em elementos emocionais, a favor do bem-estar individual, como se fosse, em muitos momentos, um objeto de consumo. Como esse processo não pode ser dito e faz-se necessário retirar qualquer culpa (ou pecado!) do mesmo, ele se transveste em moral, moralismo, fundamentos últimos da existência humana, elementos que são imutáveis e vistos como absolutamente necessários ao bem comum. A tensão ou contradição está instaurada: o Cristianismo, por exemplo, que surgiu a partir de uma relativização da Lei Judaica, como uma proposta de radicalidade no Outro, na diferença, morre... Não faz sentido afirmar a moral absoluta ao negar a diferença, o outro em sua subjetividade e liberdade.
Dentro desse cenário, é urgente o diálogo e o caminho do pensamento interdisciplinar e complexo. É o que presenciamos no presente livrvo Direito e Interdisciplinaridade. As soluções não podem mais ser vistas como únicas e simplistas, pois o mundo não mais o é! Por isso, parece que a única forma de atestar o outro, em sua vulnerabilidade, é pensar de forma singular, complexa e diversa! Assim, as diferenças emergem, aparecem em sua subjetividade corpórea. Nesse caminho também, podemos afirmar a autonomia dos sujeitos contemporâneos a partir de suas diversas inserções: na Religião, no Gênero e no Trabalho. O novo mundo ou terra dois como diria o psicanalista Jorge Forbes, é um mundo que tensiona as relações sociais, de transcendências, de sexualidade e do capital (como no trabalho), bem como as relações de poder entre as nações.