Entre Telescópios e Potes De Barro: Expedições Científicas do Eclipse Solar na Comprovação da Teoria da Relatividade em Sobral – CE / 1919

Ref: 978-85-473-3025-5

29 de maio de 1919, a cidade de Sobral preparava-se para viver o dia que mudaria a perspectiva física e filosófica da existência no planeta Terra. Para que isso ocorresse, seus habitantes testemunharam a chegada de grandes instrumentos, o peso dos equipamentos de verificação, o vai e vem de homens diferentes a falar estranhas línguas [...]. A pesquisa de Joyce Mota apresenta a experiência desses dias na cidade de Sobral com sensibilidade e a partir de rigorosa pesquisa em relatórios científicos, diários de cientistas, jornais locais e internacionais. Seu olhar atento, não somente para o que mobilizava cientistas naqueles dias de maio, mas principalmente para o que transformava o cotidiano da cidade. O que de fato atraía tanta gente diferente para a cidade de Sobral? Seria o fim do mundo ou o começo de uma nova era? Joyce assevera a curiosidade e angústia da população em face ao movimento. A experiência de várias temporalidades num mesmo espaço, capturada pela pesquisa de Joyce, põe em relevo a legitimidade do diverso que orienta a vida. O equipamento de “última geração”, fincado nas ruas da cidade, contrastava com a falta de luz elétrica e água na maioria das casas de Sobral.


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ISBN: 978-85-473-3025-5


ISBN Digital: 978-85-473-3026-2


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 03/05/2019


Número de páginas: 177


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Joyce Mota Rodrigues.

29 de maio de 1919, a cidade de Sobral preparava-se para viver o dia que mudaria a perspectiva física e filosófica da existência no planeta Terra. Para que isso ocorresse, seus habitantes testemunharam a chegada de grandes instrumentos, o peso dos equipamentos de verificação, o vai e vem de homens diferentes a falar estranhas línguas [...]. A pesquisa de Joyce Mota apresenta a experiência desses dias na cidade de Sobral com sensibilidade e a partir de rigorosa pesquisa em relatórios científicos, diários de cientistas, jornais locais e internacionais. Seu olhar atento, não somente para o que mobilizava cientistas naqueles dias de maio, mas principalmente para o que transformava o cotidiano da cidade. O que de fato atraía tanta gente diferente para a cidade de Sobral? Seria o fim do mundo ou o começo de uma nova era? Joyce assevera a curiosidade e angústia da população em face ao movimento. A experiência de várias temporalidades num mesmo espaço, capturada pela pesquisa de Joyce, põe em relevo a legitimidade do diverso que orienta a vida. O equipamento de “última geração”, fincado nas ruas da cidade, contrastava com a falta de luz elétrica e água na maioria das casas de Sobral. E o discurso científico proclamado em línguas tão estranhas não calava, afinal, o estribilho do terço rezado pelas senhoras no meio da praça, rogando para que o mundo não tivesse fim naqueles dias. O moderno e o considerado atrasado faziam daquele dia a comprovação mais sólida da relatividade. O dia 29 de maio de 1919 acordou com céu parcialmente nublado [...]. Enquanto isso, astrônomos vestidos de branco movimentavam suas lunetas e microscópios sob um calor inclemente. Depois de muitos dias de movimentação a população iria, finalmente, descobrir o desfecho do evento. Einstein tinha razão. Sobral conseguiu provar a lei da relatividade. A preocupação da autora em contar o eclipse solar de 1919 a partir de vários olhares orienta o entendimento da relatividade numa espécie de metatexto em que se conectam Telescópios e Potes de Barro. Experiências que contam de maneira plural a história do Eclipse Solar de 1919 na cidade de Sobral/Ce.