Entre Santas, Bruxas, Loucas e Femmes Fatales - (Más) Representações e Questões de Gênero nos Cinemas

Ref: 978-85-473-2987-7

O livro Entre santas, bruxas, loucas e femmes fatales - (más) representações e questões de gênero nos cinemas desnuda os problemáticos estereótipos (interseccionais) de gênero e o quanto a história das produções audiovisuais, desde sempre, está ligada às outras formas do fazer artístico e literário no que tange aos olhares das sociedades patriarcais e cargas de preconceitos, com seus “ismos”, como o machismo (e a misoginia), o racismo (diversidades étnicas “não brancas”) ou o idadismo (questões geracionais tipicamente contra as mulheres), além, obviamente, das fobias e dos segregacionismos, que discriminam as pessoas LGBTI ou com deficiências físicas ou mentais. As histórias contadas sobre o cinema comprovam que, via de regra, filmes são produzidos por e para o fitar/olhar masculino (male gaze) dominante que é imperial, por ter lastro no seu poderio econômico, político e militar/físico/sexual, o que remonta à própria definição de imperialismo: é másculo, branco, territorialista, expansionista e dominador, por princípio. Seria o pensamento histórico de que “Europa” é o significado do continente branco, anglo-saxônico (ou ariano), masculino, de razão e ação ativas e criadoras. Os outros povos seriam estrangeiros e relegados às margens, às fronteiras.


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ISBN: 978-85-473-2987-7


ISBN Digital: 978-85-473-2987-7


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 06/05/2019


Número de páginas: 365


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Sandra de Souza Machado .

O livro Entre santas, bruxas, loucas e femmes fatales - (más) representações e questões de gênero nos cinemas desnuda os problemáticos estereótipos (interseccionais) de gênero e o quanto a história das produções audiovisuais, desde sempre, está ligada às outras formas do fazer artístico e literário no que tange aos olhares das sociedades patriarcais e cargas de preconceitos, com seus “ismos”, como o machismo (e a misoginia), o racismo (diversidades étnicas “não brancas”) ou o idadismo (questões geracionais tipicamente contra as mulheres), além, obviamente, das fobias e dos segregacionismos, que discriminam as pessoas LGBTI ou com deficiências físicas ou mentais.
As histórias contadas sobre o cinema comprovam que, via de regra, filmes são produzidos por e para o fitar/olhar masculino (male gaze) dominante que é imperial, por ter lastro no seu poderio econômico, político e militar/físico/sexual, o que remonta à própria definição de imperialismo: é másculo, branco, territorialista, expansionista e dominador, por princípio. Seria o pensamento histórico de que “Europa” é o significado do continente branco, anglo-saxônico (ou ariano), masculino, de razão e ação ativas e criadoras. Os outros povos seriam estrangeiros e relegados às margens, às fronteiras.
O meio fílmico propicia percepções profundas por abranger e estimular todos os sentidos humanos, e tem sido veículo das ausências e marginalidade do feminino. As mulheres são relegadas ao silêncio, às omissões, ao estelionato de seus talentos e realizações e às representações equivocadas e maldosas.
Ao longo do livro, por meio de estudos de caso e críticas, são recontadas as teorias e as histórias dos cinemas produzidos para as massas, para as grandes bilheterias e audiências, bem como as produções independentes, em geral realizadas por cineastas “periféricos” ao eurocentrismo: é o cinema de “sotaque”, com olhares de mulheres e homens fronteiriços, que transbordam hibridismos culturais, transnacionais, e seus exílios internos e externos. As(os) leitoras(es) terão surpresas com os “apagões”, omissões, sobre as mulheres que fizeram parte ativa na criação das narrativas audiovisuais como as conhecemos até hoje.