Viajando pelo Agridoce Toque da Ciência

Ref: 978-85-473-3055-2

O livro tem como foco da pesquisa as ações do Serviço de Ortofrenia e Higiene Mental, Seção do Instituto de Pesquisas Educacionais, da Diretoria Geral de Educação e Cultura do Rio de Janeiro de 1930, durante a chefia de Arthur Ramos (1934-1939). A intervenção do Serviço junto às chamadas Escolas Experimentais buscou prevenir comportamentos considerados inadequados das crianças; objetivo que procura alcançar fazendo deslocamento conceitual de criança “anormal” para criança “problema”. “Problemas” que, para o médico-antropólogo Arthur Ramos e muitos dos seus colaboradores, podem e devem ser resolvidos, já que são oriundos das relações produzidas pelos diversos grupos sociais dos quais as crianças fazem parte: família, escola, comunidade onde vivem.


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ISBN: 978-85-473-3055-2


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 13/05/2019


Número de páginas: 321


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Adir da Luz Almeida.

O livro tem como foco da pesquisa as ações do Serviço de Ortofrenia e Higiene Mental, Seção do Instituto de Pesquisas Educacionais, da Diretoria Geral de Educação e Cultura do Rio de Janeiro de 1930, durante a chefia de Arthur Ramos (1934-1939).

A intervenção do Serviço junto às chamadas Escolas Experimentais buscou prevenir comportamentos considerados inadequados das crianças; objetivo que procura alcançar fazendo deslocamento conceitual de criança “anormal” para criança “problema”. “Problemas” que, para o médico-antropólogo Arthur Ramos e muitos dos seus colaboradores, podem e devem ser resolvidos, já que são oriundos das relações produzidas pelos diversos grupos sociais dos quais as crianças fazem parte: família, escola, comunidade onde vivem.

Inicialmente levadas em seis escolas chamadas de “experimentais”, têm a pretensão de estender-se para todas as escolas públicas e, dessa forma, produzir, por intermédio da escola, novas formas de viver, agir, pensar na população em geral. A partir dos cinco anos que esteve à frente do SOHM, Ramos escreveu o livro A Criança Problema, que tem como base empírica as fichas das crianças consideradas “problemas”.

O tratamento teórico-metodológico dado ao trabalho advém da historiografia francesa ligada à história social e cultural no diálogo com a Antropologia, buscando as contribuições da sociologia, da análise do discurso, e da micro-história italiana, utilizadas como ferramentas de trabalho, destacando o trabalho com as fontes. A articulação com a Antropologia tornou-se fundamental para melhor vislumbrar as ações de Arthur Ramos, já que este buscou firmar-se no campo da Antropologia e seus escritos sobre educação são dirigidos aos educadores, não sendo como educador que se identifica e nos seus combates políticos não é esse lugar que busca ocupar. Buscar trançar foco e fundo constituiu-se no movimento da pesquisa e da escrita.