Olhares Sensíveis: As Belezas das Cidades e Suas Barbáries

Ref: 978-85-5507-990-0

Olhares sensíveis. As belezas das cidades e suas barbáries é um livro coletivo que, em seu espírito geral e em seus diferentes artigos, tenta desvendar e compreender os olhares dos filmes sobre a beleza das cidades. Pretende, também, explicar as visões cinematográficas sobre as barbáries das cidades. É claro que, ao fazer isso, colocamos luz em áreas bem obscuras desses fenômenos da realidade, assumindo as dimensões dialeticamente sensitivas e racionais do pensamento das ciências sociais. Somos conscientes que a beleza das cidades do mundo e suas barbáries não são irredutíveis. As cidades podem ser belas e agradáveis, e, ao mesmo tempo, selvagens, caóticas e excludentes, expressão da verdadeira barbárie, ou seja, cidades invadidas por javalis. A dicotomia entre a beleza e a barbárie é apenas aparente. Na maioria dos casos, estas duas categorias de realidade interagem mais do que coexistem. E as linguagens cinematográficas com suas combinações complexas de imagens, sons e diálogos em constante movimento, são as linguagens que melhor capturam e expressam essa combinação particular de beleza e barbárie. O cinema é a linguagem que por excelência "ressuscita" o processo do real.


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ISBN: 978-85-5507-990-0


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 14/06/2019


Número de páginas: 347


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Jorge Nóvoa.

2. Soleni Biscouto Fressato .

Olhares sensíveis. As belezas das cidades e suas barbáries é um livro coletivo que, em seu espírito geral e em seus diferentes artigos, tenta desvendar e compreender os olhares dos filmes sobre a beleza das cidades. Pretende, também, explicar as visões cinematográficas sobre as barbáries das cidades. É claro que, ao fazer isso, colocamos luz em áreas bem obscuras desses fenômenos da realidade, assumindo as dimensões dialeticamente sensitivas e racionais do pensamento das ciências sociais. Somos conscientes que a beleza das cidades do mundo e suas barbáries não são irredutíveis. As cidades podem ser belas e agradáveis, e, ao mesmo tempo, selvagens, caóticas e excludentes, expressão da verdadeira barbárie, ou seja, cidades invadidas por javalis. A dicotomia entre a beleza e a barbárie é apenas aparente. Na maioria dos casos, estas duas categorias de realidade interagem mais do que coexistem. E as linguagens cinematográficas com suas combinações complexas de imagens, sons e diálogos em constante movimento, são as linguagens que melhor capturam e expressam essa combinação particular de beleza e barbárie. O cinema é a linguagem que por excelência "ressuscita" o processo do real.
Mas, não são apenas os filmes que permitem essa reflexão. O teatro e a literatura, já há muito tempo, uma vez que, historicamente, são anteriores ao cinema, vêm empreendendo a viagem pelo consciente e inconsciente humano, buscando conhecer melhor suas relações e vivências. Evidentemente nenhuma expressão artística, seja ela o teatro, a literatura ou o cinema, ameniza ou torna mais palatável a vida cotidiana nas grandes cidades, tornando esse lugar confortável e pacificado. Longe disso, a arte é um campo de elaboração, complexo e contraditório, com vários níveis de leitura e interpretação, que jamais refletirá de forma sistematizada e organizada a realidade social, sendo muito mais uma reflexão dos artistas sobre vários aspectos das vivências individuais e coletivas. Na verdade, a arte permite confrontar a sua própria estranheza com a estranheza da vida diária.