Convivências e Conflitos na Escola

Ref: 978-85-473-3003-3

Este livro, Convivências e Conflitos na Escola, como bem esclarecem alguns autores nas páginas iniciais, é fruto de estudos, pesquisas e intervenções construídas nos percursos de professores, psicólogos e assistentes sociais vinculados à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, em diferentes fóruns de trabalho e ações diretas nas escolas. Isso já seria o suficiente para louvarmos a iniciativa, considerando a importância desse tipo de contribuição para os cursos de formação destes profissionais e a relativa escassez de publicações que oferecem acesso a experiências no campo da educação escolar, em nossa cidade. Mas, para além de um modo-registro e publicização de um trabalho coletivo datado e situado, tenho em mãos um exemplar exercício ético-estético. É flagrante o esforço dos trabalhadores aqui envolvidos por exporem os processos de responsabilização e de reinvenção em seus fazeres como operadores psicossociais que, como outros, “estão em posição de intervir nas instâncias psíquicas individuais e coletivas” (GUATTARI, 1990, p. 21), afastando-se de qualquer neutralidade ou assepsia, pretensamente garantida por algum enquadre teórico.


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ISBN: 978-85-473-3003-3


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 10/06/2019


Número de páginas: 167


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Katia Regina de Oliveira Rios Pereira Santos.

2. Luiz Renato Paquiela Givigi .

Este livro, Convivências e Conflitos na Escola, como bem esclarecem alguns autores nas páginas iniciais, é fruto de estudos, pesquisas e intervenções construídas nos percursos de professores, psicólogos e assistentes sociais vinculados à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, em diferentes fóruns de trabalho e ações diretas nas escolas. Isso já seria o suficiente para louvarmos a iniciativa, considerando a importância desse tipo de contribuição para os cursos de formação destes profissionais e a relativa escassez de publicações que oferecem acesso a experiências no campo da educação escolar, em nossa cidade. Mas, para além de um modo-registro e publicização de um trabalho coletivo datado e situado, tenho em mãos um exemplar exercício ético-estético. É flagrante o esforço dos trabalhadores aqui envolvidos por exporem os processos de responsabilização e de reinvenção em seus fazeres como operadores psicossociais que, como outros, “estão em posição de intervir nas instâncias psíquicas individuais e coletivas” (GUATTARI, 1990, p. 21), afastando-se de qualquer neutralidade ou assepsia, pretensamente garantida por algum enquadre teórico.

Arranjados como passagens, são escritos que nos fazem saber das práticas de trabalhadores sociais envolvidos na implementação de políticas públicas, no campo da Educação. O esforço é o de evidenciar a complexidade da vida, como o próprio motivo de sua força e de sua beleza, e que encontramos em risco nas simplificações intensificadas com as instalações neoliberais. Essa complexidade é evidenciada desde o modo como se colocam os problemas (desindividualizando, desnaturalizando), não permitindo que os saberes especializados (Psicologia, Serviço Social, Pedagogia, entre outros) possam gerar argumentos que anulem os processos de produção social; na aposta da problematização como direção de análise e no entendimento de que é na história das práticas, avaliando os seus efeitos, que podemos acessar as implicações das relações entre saberes, poderes e ética.

A tecitura nos escritos, entre os escritos, desenha imagens, decretos, procedimentos, enfrentamentos, dispositivos, práticas disciplinares e de controle investindo corpos que insistem no escape, na rebelião e no dasatino.