Humano Monstro

Ref: 978-85-473-3488-8

Uma pesquisa corajosa que chegou a um bom termo. No esforço de pensar a caracterização das personagens do filme Freaks (Tod Browning, 1932), um clássico do gênero Horror, Ivon Mendes enfrentou uma questão delicada: como foram caracterizados os atores e atrizes que, naquela época, eram considerados pessoas deformadas e tidas como monstruosas? Curiosamente, nesse filme aconteceu uma situação inversa daquela vivenciada cotidianamente nesse universo, que seria transformar o rosto e o corpo de um intérprete – como Lon Chaney fazia, por exemplo – para deixá-lo com uma aparência desfigurada e assustadora.Vale lembrar que outros aspectos, sobretudo éticos, estavam em jogo. Bastaria apresentar os intérpretes de Freaks como “monstros de um Circo de Horrores”? Já não viviam essas pessoas imersas numa existência de marginalidade e degradação social? Elas seriam ainda mais expostas ao público como aberrações espetaculares? Ivon Mendes, ao tratar dessas questões, com acuidade e delicadeza, faz brotar uma reflexão profunda sobre o horror que nos habita. À maneira da obra Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, o Monstro é o Outro até que nos encontremos com a nossa própria imagem.


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ISBN: 978-85-473-3488-8


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 07/09/2019


Número de páginas: 233


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Ivon Mendes de Barros.

Uma pesquisa corajosa que chegou a um bom termo. No esforço de pensar a caracterização das personagens do filme Freaks (Tod Browning, 1932), um clássico do gênero Horror, Ivon Mendes enfrentou uma questão delicada: como foram caracterizados os atores e atrizes que, naquela época, eram considerados pessoas deformadas e tidas como monstruosas? Curiosamente, nesse filme aconteceu uma situação inversa daquela vivenciada cotidianamente nesse universo, que seria transformar o rosto e o corpo de um intérprete – como Lon Chaney fazia, por exemplo – para deixá-lo com uma aparência desfigurada e assustadora.
Vale lembrar que outros aspectos, sobretudo éticos, estavam em jogo. Bastaria apresentar os intérpretes de Freaks como “monstros de um Circo de Horrores”? Já não viviam essas pessoas imersas numa existência de marginalidade e degradação social? Elas seriam ainda mais expostas ao público como aberrações espetaculares?
Ivon Mendes, ao tratar dessas questões, com acuidade e delicadeza, faz brotar uma reflexão profunda sobre o horror que nos habita. À maneira da obra Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, o Monstro é o Outro até que nos encontremos com a nossa própria imagem.