A Arte de Trançar na Pré-História Brasileira

Ref: 978-85-473-3087-3

A arqueologia é um campo do conhecimento que desperta grande fascínio sobre as pessoas, pela sua capacidade de recuperar fragmentos materiais do passado e com eles tentar trazer de volta à vida culturas que se extinguiram ao longo da trajetória da humanidade. De achado em achado, ela vai recompondo a história da espécie humana no planeta, permitindo-nos entender quem eram nossos ancestrais e no que nos tornamos, dando-nos condições para prever o que seremos no futuro. Este livro fala sobre fragmentos mínimos de objetos trançados feitos e utilizados por populações que viveram antes da conquista europeia, ao longo de milênios, no que é hoje o território brasileiro. Seus objetos foram em grande parte feitos de fibras vegetais, mas o clima tropical dominante só permite que eles se preservem em condições extremas: ou muito secas ou totalmente úmidas. Essa peculiaridade torna ainda mais difícil a tarefa dos arqueólogos, fadados a recuperar apenas vestígios que resistem a essa tropicalidade, de tal forma que seu ofício equivale a tirar leite das pedras.


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ISBN: 978-85-473-3087-3


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 16/09/2019


Número de páginas: 245


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Tania Andrade Lima.

2. Rodrigo Lessa Costa.

A arqueologia é um campo do conhecimento que desperta grande fascínio sobre as pessoas, pela sua capacidade de recuperar fragmentos materiais do passado e com eles tentar trazer de volta à vida culturas que se extinguiram ao longo da trajetória da humanidade. De achado em achado, ela vai recompondo a história da espécie humana no planeta, permitindo-nos entender quem eram nossos ancestrais e no que nos tornamos, dando-nos condições para prever o que seremos no futuro.

Este livro fala sobre fragmentos mínimos de objetos trançados feitos e utilizados por populações que viveram antes da conquista europeia, ao longo de milênios, no que é hoje o território brasileiro. Seus objetos foram em grande parte feitos de fibras vegetais, mas o clima tropical dominante só permite que eles se preservem em condições extremas: ou muito secas ou totalmente úmidas. Essa peculiaridade torna ainda mais difícil a tarefa dos arqueólogos, fadados a recuperar apenas vestígios que resistem a essa tropicalidade, de tal forma que seu ofício equivale a tirar leite das pedras.

Entretanto, escavando sítios arqueológicos em diferentes regiões do Brasil e em momentos distintos, arqueólogos conseguiram recuperar, em condições excepcionais, pequenos fragmentos de esteiras, cestos, bolsas, abanos, cordas. Num relance, eles nos permitem apenas entrever, por uma pequenina fresta, não apenas a dimensão desses artefatos na vida
cotidiana e no tratamento dispensado aos mortos, à qual raramente temos acesso, mas, especialmente, as técnicas que desenvolveram para a sua confecção. Elas nos mostram o que foi a arte de trançar na pré-história brasileira.

Investindo na possibilidade de que essas técnicas podem ter sido tradicionalmente passadas de geração a geração ao longo dos tempos, foram analisados comparativamente os trançados pré-históricos e a produção de alguns grupos indígenas atuais. Foi constatada, em alguns
casos, a considerável profundidade temporal de algumas dessas técnicas, que se mantiveram até a atualidade. Preservadas ao longo de milênios, é responsabilidade de todos nós não permitir que desapareçam.