Estratégias de Aquisição da Leitura

Ref: 978-85-473-1577-1

A criança deve ser sempre vista como sujeito letrado, mesmo antes de adquirir a técnica de leitura, uma vez que, participando de uma sociedade que toma a escrita como instrumento cultural, base para a produção de qualquer tipo de conhecimento, o sujeito social não está imune a essa influência. A criança entra na vida escolar com seu processo de letramento já iniciado. Se a escrita é objeto cultural e a criança sujeito cultural, é desejável aprender a ler considerando-se apenas os aspectos culturais e simbólicos, e ignorando a escrita como sistema, como tecnologia? Qual a diferença entre adquirir um sistema de escrita, construir sentidos e aprender a ler? Esses movimentos se excluem?


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ISBN: 978-85-473-1577-1


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 19/09/2019


Número de páginas: 91


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Cláudia Martins Moreira.

A criança deve ser sempre vista como sujeito letrado, mesmo antes de adquirir a técnica de leitura, uma vez que, participando de uma sociedade que toma a escrita como instrumento cultural, base para a produção de qualquer tipo de conhecimento, o sujeito social não está imune a essa influência. A criança entra na vida escolar com seu processo de letramento já iniciado. Se a escrita é objeto cultural e a criança sujeito cultural, é desejável aprender a ler considerando-se apenas os aspectos culturais e simbólicos, e ignorando a escrita como sistema, como tecnologia? Qual a diferença entre adquirir um sistema de escrita, construir sentidos e aprender a ler? Esses movimentos se excluem?
Reconhecer que tanto o processo de ler quanto o processo de aprender a ler são estratégicos é entender que as crianças, como os adultos, constituem-se como sujeitos de leitura. Dessa forma, só se pode considerar leitor aquele sujeito que processa o texto e constrói sentidos num ato solitário (individual), de maneira autônoma e subjetiva; ou seja, enquanto depender de outro para traduzir o sentido de um texto, esse sujeito não pode ser visto como leitor autônomo. A autonomia leitora na criança, por outro lado, só se constrói, inicialmente, pela via do conhecimento da tecnologia da escrita em sua relação com a oralidade, até atingir um domínio altamente simbólico e interdiscursivo que habilita a criança a uma leitura interpretativa.
Nessa direção, este livro pretende trazer contribuições no sentido de explicar como se dá o processo de construção da leitura pelas crianças que se encontram no início da aprendizagem escolar, categorizando as estratégias de leitura usadas pelas crianças enquanto tentam processar e compreender o texto. A partir desse conhecimento, pretende-se oferecer alternativas, aos professores e demais interessados na leitura infantil, para melhor orientar essas crianças visando à formação de um leitor competente, capaz de ler com compreensão, originalidade e capacidade crítica. A partir dessa compreensão, buscam-se alternativas para um ensino da leitura que vá além da simples decodificação sem, contudo, ignorar a escrita como sistema convencional, cuja apreensão, pela criança, deve passar pela instrução formal.