Índios e Poetas : O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a Invenção do Indianismo Literário 1808-1860

Ref: 978-85-473-3641-7

A pesquisa que originou este livro insere-se no campo dos estudos históricos culturais e está voltada a historiadores, críticos literários e apreciadores da literatura de forma geral. A análise histórica é aqui empregada com o objetivo de compreender o fenômeno artístico literário, a saber, o Indianismo Romântico do século XIX. Desse modo, o Indianismo é visto como uma invenção histórica, ou seja, é fruto de um trabalho e de um projeto consciente dos escritores no sentido de criação de uma cultura e uma literatura nacional, tendo o índio como figura central. Utilizando-se de preceitos teóricos e metodológicos do sociólogo Pierre Bourdieu, nos quais a produção artística mantém profundas ligações com o campo político, a pesquisa procura mostrar a ligação do campo literário romântico em formação e o campo político. Assim, analisa-se o papel do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro nesse processo de invenção histórica. O IHGB congregava em seus membros a elite letrada da Corte, entre eles, importantes escritores indianistas, tais como Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães. O Instituto foi responsável ainda por uma vasta produção de conhecimento sobre o índio, sendo essa produção responsável pela configuração de um campo de possíveis estéticos a respeito do indígena por meio de representações dele. A investigação sobre essas representações compõem parte significativa do livro e revelam aspectos interessantes acerca do imaginário europeu e brasileiro sobre as populações indígenas brasileiras no período Imperial. E mais, o IHGB foi o palco principal de uma acalorada contenda sobre a viabilidade de se escrever uma literatura tendo o índio como figura central, mostrando as diferentes tomadas de posição dos intelectuais do período acerca da Literatura Indianista. Com isso, o livro consegue mostrar que a criação literária do Indianismo não é somente fenômeno estético ligado ao movimento romântico no Brasil, mas é também e, principalmente, uma invenção histórica dirigida diretamente pelo Imperador Dom Pedro II, interessado na criação de um herói nacional capaz de contribuir para a edificação de um sentimento identitário de pertencimento à jovem nação.


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ISBN: 978-85-473-3641-7


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 24/09/2019


Número de páginas: 162


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 14 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Thiago Granja Belieiro.

A pesquisa que originou este livro insere-se no campo dos estudos históricos culturais e está voltada a historiadores, críticos literários e apreciadores da literatura de forma geral. A análise histórica é aqui empregada com o objetivo de compreender o fenômeno artístico literário, a saber, o Indianismo Romântico do século XIX. Desse modo, o Indianismo é visto como uma invenção histórica, ou seja, é fruto de um trabalho e de um projeto consciente dos escritores no sentido de criação de uma cultura e uma literatura nacional, tendo o índio como figura central. Utilizando-se de preceitos teóricos e metodológicos do sociólogo Pierre Bourdieu, nos quais a produção artística mantém profundas ligações com o campo político, a pesquisa procura mostrar a ligação do campo literário romântico em formação e o campo político. Assim, analisa-se o papel do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro nesse processo de invenção histórica. O IHGB congregava em seus membros a elite letrada da Corte, entre eles, importantes escritores indianistas, tais como Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães. O Instituto foi responsável ainda por uma vasta produção de conhecimento sobre o índio, sendo essa produção responsável pela configuração de um campo de possíveis estéticos a respeito do indígena por meio de representações dele. A investigação sobre essas representações compõem parte significativa do livro e revelam aspectos interessantes acerca do imaginário europeu e brasileiro sobre as populações indígenas brasileiras no período Imperial. E mais, o IHGB foi o palco principal de uma acalorada contenda sobre a viabilidade de se escrever uma literatura tendo o índio como figura central, mostrando as diferentes tomadas de posição dos intelectuais do período acerca da Literatura Indianista. Com isso, o livro consegue mostrar que a criação literária do Indianismo não é somente fenômeno estético ligado ao movimento romântico no Brasil, mas é também e, principalmente, uma invenção histórica dirigida diretamente pelo Imperador Dom Pedro II, interessado na criação de um herói nacional capaz de contribuir para a edificação de um sentimento identitário de pertencimento à jovem nação.